Adolescentes de 17 anos são apreendidos suspeitos de torturar e matar homem no interior do Acre

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Dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos nessa segunda-feira (30) suspeitos de torturar e matar Gilson Aparecido Ferreira, de 57 anos. O crime ocorreu na madrugada do último domingo (29), em Brasiléia, no interior do Acre.

Gilson foi encontrado morto com sinais de tortura, próximo à Praça Hugo Poli, no Centro de Brasiléia. Segundo a Polícia Civil, a perícia identificou sinais de torturas, além de lesões compatíveis com arrastamento. Além disso, a vítima também apresentava um tiro à queima-roupa na mão.

De acordo com a polícia, a motivação tem relação com uma suposta ‘punição’ de uma organização criminosa que atua na região. Em depoimento, os adolescentes afirmaram que Gilson estaria cometendo pequenos furtos, motivando a retaliação.

Durante as investigações, também foi localizada uma arma de pressão adaptada para calibre 22, além de munições e roupas com vestígios de sangue. Os celulares dos adolescentes também foram apreendidos e devem passar por perícia.

Conforme a polícia, Gilson foi abordado por volta das 4h16, na região central da cidade. De acordo com as investigações, os adolescentes acompanharam a vítima até sua residência com o pretexto de confirmar seu endereço.

Na residência, Gilson foi agredido com socos e golpes de barra de ferro, sendo atingido principalmente na cabeça e no tórax. Após o espancamento, o corpo da vítima foi arrastado por cerca de 60 metros no asfalto.

Ainda de acordo com a polícia, a motivação tem relação com uma suposta ‘punição’ de uma organização criminosa que atua na região. Em depoimento, os adolescentes afirmaram que Gilson estaria cometendo pequenos furtos, motivando a retaliação.

Os adolescentes foram conduzidos à unidade policial acompanhados pelos seus responsáveis e confessaram a participação no ato infracional análogo ao homicídio qualificado.

Conforme a polícia, o inquérito será concluído nos próximos dias e encaminhado ao Judiciário e ao Ministério Público, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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