Uma disputa judicial envolvendo integrantes da antiga família imperial brasileira ganhou repercussão após o príncipe D. Pedro Tiago de Orléans e Bragança afirmar que foi impedido de entrar no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Segundo relatos divulgados pela imprensa, o conflito envolve a Companhia Imobiliária de Petrópolis, entidade responsável pela administração de bens ligados aos herdeiros da família imperial. A empresa teria iniciado medidas para retomar o controle do imóvel, avaliado em milhões de euros.
D. Pedro Tiago afirma residir no local desde o nascimento e sustenta que foi impedido de acessar a propriedade após sair para praticar exercícios físicos. Ao retornar, encontrou restrições para entrar no palácio, situação que resultou na intervenção da polícia e no registro de ocorrência.
De acordo com a imprensa brasileira, o príncipe tentou retornar ao imóvel, mas seguranças acionaram as autoridades. O episódio terminou em uma delegacia, onde os fatos foram registrados e passaram a integrar a disputa judicial.
O príncipe também ingressou na Justiça alegando ter sido privado de seus pertences pessoais, documentos e instrumentos de trabalho. Entre os itens citados estariam roupas, equipamentos eletrônicos, bicicletas, um veículo e um quadro.
Em nota divulgada pela Casa Imperial do Brasil, foi informado que D. Pedro Tiago foi privado do acesso aos seus bens após ser retirado do imóvel, onde afirma ter vivido durante toda a vida. Segundo a família, seus pais se casaram no local e ele também foi batizado no palácio.
O Palácio do Grão-Pará é um dos imóveis históricos mais importantes de Petrópolis. Construído em meados do século XIX em estilo neoclássico, o edifício serviu inicialmente como residência de funcionários ligados à corte imperial. Após a Proclamação da República, também abrigou instituições públicas e educacionais, além de ter sido utilizado pela Embaixada de Portugal.
Desde 1925, o imóvel passou a ser residência de integrantes da família imperial brasileira. O palácio possui amplos salões, escadaria monumental, diversos quartos e outros espaços históricos que ajudam a preservar parte da memória do período monárquico no Brasil.
O caso segue em análise na Justiça e expõe um raro conflito público entre descendentes da antiga família imperial brasileira.






