Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgados a partir do Censo 2022, mostram que apenas 36,73% dos domicílios no Acre estão conectados à rede geral de esgoto. O número coloca o estado bem abaixo da média nacional, que é de 62,51%.
O levantamento reforça um cenário de desigualdade no acesso ao saneamento básico no país. Considerado essencial, o serviço está diretamente ligado à saúde da população, à qualidade de vida e à preservação do meio ambiente.
Desafio estrutural no estado
Com pouco mais de um terço das residências atendidas, o Acre ainda enfrenta entraves históricos na ampliação da rede de esgoto. A diferença em relação ao índice nacional ultrapassa 25 pontos percentuais, evidenciando a necessidade de investimentos e políticas públicas mais efetivas.
A baixa cobertura também impacta diretamente a saúde pública, favorecendo a incidência de doenças relacionadas à água contaminada, além de afetar rios e igarapés da região.
Norte concentra os menores índices
O estudo mostra que a desigualdade é ainda mais evidente entre as regiões brasileiras. Enquanto estados mais desenvolvidos apresentam ampla cobertura, a Região Norte segue com os piores indicadores.
São Paulo lidera o ranking nacional, com 91,3% dos domicílios atendidos, seguido pelo Distrito Federal, com 86,22%.
Na outra ponta, o Amapá aparece com apenas 12,06% de cobertura, e Rondônia registra 13,63%, mostrando que o déficit em saneamento ainda é um desafio crítico na região Norte.
Especialistas apontam que ampliar o acesso à rede de esgoto é fundamental para reduzir desigualdades sociais e melhorar os indicadores de saúde em todo o país.
Por Juruá 24 Horas






