Dados do IBGE apontam que crescimento do café não reduziu área da mandioca no Acre

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Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem ajudado a esclarecer um debate comum no setor agrícola do Acre: a ideia de que o avanço do cultivo do café teria “tomado” espaço da produção de mandioca. Segundo os dados, essa relação direta não se confirma.

De acordo com a pesquisa Produção Agrícola Municipal, analisando o período de 2020 a 2024, houve sim aumento da área colhida de café no estado, mas isso não significa que a mandioca perdeu espaço por causa dessa expansão. 

Os números mostram que, embora tenha ocorrido redução na área de mandioca em alguns períodos, não há evidências de que isso esteja ligado diretamente ao crescimento da cafeicultura. Na prática, as duas culturas apresentam oscilações ao longo dos anos, influenciadas por diferentes fatores, como mercado, clima e condições econômicas. 

Outro ponto importante é que a diferença de área entre as duas culturas ainda é grande, com a mandioca ocupando uma extensão significativamente maior no estado, o que reforça que não houve substituição direta entre elas. 

Além disso, especialistas destacam que o café vem ganhando valorização no cenário nacional e internacional, o que aumenta sua visibilidade e pode gerar a percepção de que está dominando a produção agrícola local. No entanto, essa “superexposição” não reflete necessariamente uma mudança estrutural na ocupação das lavouras. 

Os dados também indicam que as variações na produção agrícola são naturais e podem ocorrer simultaneamente em diferentes culturas, sem que uma seja responsável pela queda da outra.

Diante disso, o estudo reforça que o crescimento do café no Acre deve ser visto como um movimento de valorização econômica da cultura, e não como um fator determinante para a redução da mandioca, que continua sendo uma das principais bases da agricultura no estado.

Por Juruá 24 Horas

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