Profissionais da rede estadual de educação que tomaram posse no dia 27 de fevereiro de 2026 tornaram pública sua insatisfação diante da informação de que não receberão seus salários referentes ao mês de março. Segundo o grupo, enquanto esses novos servidores aguardam inclusão na folha de pagamento, outros profissionais empossados anteriormente, inclusive no dia 5 de janeiro, já receberam seus vencimentos normalmente.
Os educadores reconhecem que existem trâmites administrativos necessários para a inserção de novos nomes na folha salarial. No entanto, destacam que muitos já estão em pleno exercício de suas funções, cumprindo carga horária regularmente nas escolas da rede estadual. Para eles, o impacto da ausência de pagamento vai além da burocracia, atingindo diretamente a organização financeira e pessoal de cada servidor.
Parte dos profissionais afirma que precisou mudar de cidade, reorganizar despesas e assumir compromissos financeiros confiando na regularidade dos vencimentos. A incerteza quanto ao pagamento, segundo relatam, gera preocupação e insegurança, especialmente no início da trajetória no serviço público.
O grupo ressalta que a atual gestão estadual sempre foi reconhecida pela pontualidade no pagamento do funcionalismo. Por isso, espera que o mesmo padrão de compromisso seja mantido também com os recém-empossados, garantindo tratamento isonômico entre os servidores.
Em manifestação pública, os educadores dirigiram apelo ao governador Gladson Cameli e à vice-governadora Mailza Assis, solicitando que avaliem alternativas para assegurar o pagamento e evitar prejuízos aos trabalhadores que já estão atuando na rede estadual.
Para os servidores, a valorização da educação passa, necessariamente, pelo respeito aos profissionais que compõem o sistema. Eles defendem que garantir o pagamento em dia é uma medida essencial para reafirmar o compromisso com a qualidade do ensino público e com a dignidade dos educadores.






