A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (5), em Cruzeiro do Sul, a Operação Guardiã Digital, voltada ao combate do armazenamento e compartilhamento de imagens e vídeos de abuso sexual infantil. A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão em endereço ligado ao principal suspeito.

As investigações tiveram início após a identificação de indícios de que um homem compartilhava conteúdos ilegais em um grupo virtual com cerca de 640 integrantes, hospedado em um conhecido aplicativo de mensagens. O material envolvia cenas de exploração sexual de crianças e adolescentes, configurando crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Durante a operação, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos que passarão por perícia. O objetivo é confirmar a prática do crime e identificar outros possíveis participantes da rede de compartilhamento.
A Polícia Federal destacou que o termo “pornografia infantil”, ainda presente na legislação, tem sido substituído por “abuso sexual” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, expressões que refletem de forma mais precisa a gravidade e a violência desses crimes.
Além da repressão, a PF reforçou o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar o comportamento das crianças e adolescentes, especialmente nas redes sociais e aplicativos. O órgão orienta que conversas abertas, orientação sobre riscos online e a educação para o uso seguro da internet são medidas fundamentais para prevenir abusos e proteger os jovens.
O investigado e demais envolvidos que forem identificados poderão responder criminalmente por armazenar e disponibilizar material de abuso sexual infantil. A investigação segue em andamento.





