Redação Juruá Online
O Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) já enfrenta os primeiros desafios da estiagem no Vale do Juruá. Na última quarta-feira (9), duas ocorrências de incêndios em vegetação de grande proporção mobilizaram equipes em Cruzeiro do Sul. As chamas atingiram áreas próximas ao aeroporto e à Avenida Copacabana, exigindo mais de quatro horas de trabalho contínuo dos militares.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros na região, Josadac Cavalcante, o primeiro incêndio aconteceu próximo à cabeceira da pista do aeroporto, em uma área de vegetação rasteira e secundária. “Tivemos dificuldade de acesso, porque o fogo se concentrou em pontos onde as viaturas não conseguiam chegar. Os militares precisaram percorrer a pé com mochilas costais para transportar a água e realizar o combate direto às chamas”, relatou.
A área destruída pelo fogo foi superior a 10 hectares e o incêndio chegou a avançar em direção às margens do Igarapé Preto. Segundo o comandante, não há indícios de que o incêndio tenha sido acidental. “Tudo indica que foi provocado, possivelmente por vândalos, já que não se trata de área de pasto, nem há residências próximas”, explicou.

Poucas horas depois, no fim da tarde, outro foco de incêndio foi registrado na Avenida Copacabana, desta vez em um terreno de mais de 500 metros quadrados, cercado por residências e estabelecimentos comerciais. As chamas altas representaram risco direto às construções vizinhas, incluindo uma clínica. A rápida atuação da equipe evitou que o fogo atingisse as casas e que a fumaça se espalhasse ainda mais pela área urbana.
Até o momento, as ocorrências estão sendo atendidas exclusivamente pelas equipes do Corpo de Bombeiros, mas o comandante informou que o Comando Geral já está mobilizando reforços de outras regiões do estado para fortalecer as ações durante o período de seca. “Viaturas e militares estão sendo deslocados para Cruzeiro do Sul e municípios vizinhos. Até a próxima semana, devemos ampliar esse suporte na regional”, destacou.
Josadac também fez um apelo à população para que redobre os cuidados e evite qualquer tipo de queimada nesse período. “Na zona urbana, queimar lixo ou limpar terreno com fogo pode sair do controle rapidamente. E na zona rural, os produtores que tiverem autorização ambiental para queima precisam manter a área bem cercada e vigilante para evitar a propagação para a floresta”, alertou.
Ele lembrou ainda dos riscos invisíveis à população: “Em áreas urbanas, a fumaça pode levar fagulhas para dentro das casas. É importante manter portas e janelas fechadas durante incêndios próximos, para evitar acidentes”, orientou.
A corporação reforça que denúncias de focos de incêndio ou queimadas ilegais podem ser feitas pelo telefone 193 ou pelos canais das instituições ambientais responsáveis.







