Violência contra idosos dispara no Acre; filhos são os principais agressores

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A análise do perfil da violência no Acre entre 2019 e 2025 revela que a população idosa enfrenta riscos específicos, com a violência física sendo o principal agravo registrado. Segundo os dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), divulgados nesta semana, esse tipo de agressão representa 56,3% de todas as notificações registradas para pessoas acima de 60 anos no estado.

Diferente de outras faixas etárias, onde os agressores são majoritariamente conhecidos ou familiares, o cenário para os idosos apresenta uma particularidade preocupante: em 24,9% dos casos, o autor da agressão é identificado como desconhecido. Além disso, os filhos aparecem como os principais agressores familiares, sendo responsáveis por 15,2% das notificações, seguidos por desconhecidos com vínculo não especificado e outros parentes.

Tipos de violência e locais de ocorrência

Além da prevalência da força física, o boletim aponta que a negligência e o abandono atingem 10,7% dos idosos notificados, enquanto a violência psicológica ou moral responde por 9,6% dos registros. A residência continua sendo o local onde a maioria das agressões é consumada, evidenciando a fragilidade dos laços de cuidado em alguns núcleos familiares.

Outro dado relevante refere-se ao uso de força física e ao meio de agressão: o envenenamento aparece em 11,2% das notificações gerais do estado, e a utilização de objetos perfurocortantes ou armas de fogo também compõe as estatísticas de violência interpessoal que vitimam os idosos acreanos.

Houve um aumento progressivo no número total de casos no Acre, saltando de 1.976 em 2019 para 3.010 em 2025. Para a Sesacre, isso revela tanto o crescimento da violência real quanto uma melhora na capacidade de vigilância e registro pelos profissionais de saúde. No entanto, a pasta alerta que a subnotificação ainda é um desafio, especialmente em casos de violência patrimonial e psicológica contra idosos, que muitas vezes não chegam aos hospitais ou delegacias.

Por: Contilnet

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