Políticos brasileiros que desejam se candidatar nas eleições de 2026 tiveram até a última sexta-feira (3) para trocar de partidos sem risco de perda de mandato.
Na Câmara dos Deputados, a janela partidária terminou com mais de 20% de trocas na Casa. O número tende a ser ainda maior após a consolidação formal das movimentações partidárias realizadas.
Segundo um levantamento realizado pela CNN, ao menos 128 movimentações partidárias de deputados titulares. O cálculo teve como base dados da Câmara, informes partidários e anúncios em redes sociais divulgados até o último sábado (4).
Para quem ocupa cargos majoritários, em que são eleitos os mais votados – independentemente das votações recebidas pelos partidos –, a janela não é necessária para migrações partidárias.
É o caso de prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República, que podem mudar de legenda a qualquer momento, desde que seja respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da data da eleição. Por esse motivo, a corrida eleitoral também motivou trocas partidárias no Senado ao longo do último mês.
Confira alguns nomes que trocaram de partido
Ronaldo Caiado
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD para disputar a Presidência da República.
O ato de filiação ao PSD aconteceu no mês de março, em evento na cidade de Jaraguá, no interior de Goiás, com a presença de aliados conterrâneos, do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, familiares e apoiadores.
Simone Tebet
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, se filiou ao PSB para disputar uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo.
Tebet era filiada ao MDB e exerceu seu mandato como senadora pelo partido, na legislatura 2015-2023.
Rodrigo Pacheco
O senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado Federal, deixou o PSD e assinou sua filiação no PSB.
Apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pacheco é cotado para disputar o governo de Minas Gerais.
Sergio Moro
O senador Sergio Moro se filiou ao PL ao lado do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Assim como a sua esposa, a deputada federal Rosangela Moro, o senador desfilou-se do União Brasil.
Ciro Gomes
Filiado ao PDT desde 2015, o ex-ministro Ciro Gomes deixou o partido e se filiou recentemente ao PSDB, com intenção de disputar o cargo de governador do Ceará.
O ato foi divulgado em um vídeo pelo presidente estadual da sigla no Ceará, Ozires Pontes.
Guilherme Derrite
O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, se filou ao PP, no ano passado, deixando o PL. Em entrevista coletiva, Derrite afirmou que a mudança possibilita que São Paulo possa eleger “dois senadores conservadores”.
O segundo seria o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que não deve se candidatar, pois está nos Estados Unidos desde março de 2025 e não tem previsão de volta ao Brasil.
Felício Ramuth
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, decidiu se filiar ao MDB, em meio à definição da chapa encabeçada por Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorrerá à reeleição no estado.
Ramuth usou as redes sociais para anunciar a saída do PSD.
Soraya Thronicke
A senadora Soraya Thronicke, formalizou sua saída do Podemos para se filiar ao PSB no último dia da janela partidária.
Relatora da CPI das Bets, a senadora foi candidata à Presidência da República na corrida eleitoral de 2022.
Marcos Rocha
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, anunciou sua filiação ao PSD também ao lado de Gilberto Kassab. Assim como Caiado, Rocha foi outro governador que deixou o União Brasil.
Mateus Simões
A filiação do governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ao PSD provocou uma significativa mudança no cenário político mineiro.
O então vice do estado – que assumiu o governo após renúncia de Romeu Zema para disputar a Presidência – estava filiado ao Novo.
Por CNN Brasil






