Vazio sanitário da soja começa no Acre e proíbe cultivo por 90 dias para prevenir ferrugem asiática

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Teve início neste domingo, 22, o período do vazio sanitário da soja no Acre, que seguirá até o dia 20 de setembro. A medida, válida para a safra 2025/2026, faz parte de uma estratégia nacional de combate à ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a cultura da soja no Brasil. A ação é regulamentada pela Portaria nº 1.271 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e executada no estado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf).

Durante os próximos 90 dias, está proibido o plantio e a manutenção de qualquer planta de soja viva, independentemente da fase de desenvolvimento. O objetivo é interromper o ciclo de vida do fungo causador da ferrugem, reduzindo a quantidade de esporos presentes no ambiente e, consequentemente, o risco de contaminação nas próximas safras.

Sem a presença de plantas hospedeiras no campo, o fungo não consegue se multiplicar, o que contribui para minimizar perdas, diminuir o número de aplicações de fungicidas e evitar a resistência do patógeno aos produtos químicos. A prática também traz benefícios econômicos, evitando oscilações na oferta e nos preços da soja no mercado.

O Idaf já iniciou ações de orientação e fiscalização nas propriedades cadastradas como produtoras de soja, com o objetivo de garantir que o vazio sanitário seja cumprido corretamente. A fiscalização também inclui o monitoramento de áreas próximas às rodovias e de terrenos onde a soja tenha sido cultivada anteriormente, para evitar a presença de plantas voluntárias.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soja continua sendo um dos pilares da produção agrícola nacional, com previsão de 165,2 milhões de toneladas para este ano, representando um crescimento de 13,9% em relação ao ciclo anterior. Na região Norte, o aumento é de 6,3%, demonstrando a expansão da cultura também no Acre.

A adoção do vazio sanitário é considerada uma medida fundamental para manter os índices de produtividade da soja e proteger toda a cadeia produtiva, desde os agricultores locais até os exportadores.

Foto: Aprosoja

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