A Ucrânia lançou mais de 400 drones contra Moscou e sua região metropolitana na noite de domingo (19), em uma das maiores ofensivas aéreas contra a capital russa desde o início da guerra. O ataque ocorreu poucas horas após a Rússia realizar bombardeios com mísseis balísticos contra Kiev e outras cidades ucranianas.
Segundo autoridades russas, dez pessoas ficaram feridas, entre elas uma menina de 11 anos. O ataque provocou incêndios e danos em áreas residenciais e infraestruturas civis nas cidades de Domodedovo, Podolsk e Odintsovo, localizadas na região de Moscou.
Um dos alvos atingidos foi o complexo industrial Iuzhnie Vrata, situado cerca de 30 quilômetros ao sul da capital russa, próximo ao aeroporto internacional de Domodedovo. O local é considerado um dos maiores centros logísticos da Rússia.
Após a ofensiva, o Comitê de Investigação da Rússia anunciou a abertura de um processo por “atentado”, classificando a ação como um ataque em larga escala das forças ucranianas contra a região de Moscou.
A capacidade da Ucrânia de realizar ataques de longo alcance com drones tem crescido ao longo do conflito. Nos últimos meses, as forças ucranianas intensificaram ataques contra instalações estratégicas russas, especialmente do setor de petróleo e combustível.
No dia anterior, a Rússia havia lançado mísseis balísticos contra Kiev e outras cidades da Ucrânia. Autoridades ucranianas informaram que pelo menos seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nos ataques, que também atingiram Kharkiv, Kherson e Sumy.
A escalada dos confrontos ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já ultrapassa quatro anos, marcada por sucessivas ações de retaliação entre os dois países.






