O tufão Dolphin perdeu intensidade nesta segunda-feira (10), mas ainda provoca fortes chuvas e transtornos no leste da China. Centenas de voos foram cancelados em meio aos efeitos do ciclone, que atingiu o litoral da província de Zhejiang no domingo (9).
O fenômeno tocou o solo duas vezes ao longo da costa de Zhejiang. Com a redução da intensidade, o Centro Meteorológico Nacional da China (CMN) emitiu nesta segunda-feira um alerta de tufão de menor intensidade.
Apesar do enfraquecimento, o órgão meteorológico advertiu que áreas do leste e do centro do país ainda devem registrar chuvas fortes durante pelo menos mais um dia.
As autoridades também emitiram o nível mais severo de alerta para inundações em áreas do leste e do sul de Zhejiang, segundo informações da televisão estatal CCTV.
Quase mil voos são cancelados em Xangai
Os efeitos do tufão também atingiram o transporte aéreo.
Os dois principais aeroportos de Xangai registraram 943 voos cancelados, segundo a autoridade aeroportuária.
Em Ningbo, na província de Zhejiang, o aeroporto internacional anunciou que pretendia retomar os voos ao longo desta segunda-feira. No entanto, a administração alertou que alguns voos ainda poderiam sofrer atrasos ou cancelamentos, já que os efeitos do tufão não haviam desaparecido completamente.
Na capital provincial, Hangzhou, o serviço de metrô foi retomado nesta segunda-feira, após as interrupções provocadas pela passagem do ciclone.
Mais de 1 milhão de pessoas foram retiradas
As medidas de segurança adotadas pelas autoridades também atingiram centenas de milhares de moradores.
Durante o fim de semana, mais de 900 mil pessoas foram retiradas de suas casas em Wenzhou, em Zhejiang, de acordo com a CCTV.
Na província de Fujian, mais de 150 mil pessoas foram transferidas para locais considerados seguros. Em Xangai, outras mais de 200 mil pessoas também foram retiradas, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.
As operações de evacuação foram realizadas como medida preventiva diante da previsão de fortes chuvas, ventos e riscos de inundações.
O Dolphin chegou à China cerca de duas semanas depois de o tufão Noul atingir a província de Guangdong, no sul do país.
Eventos extremos preocupam cientistas
Cientistas alertam que a intensidade e a frequência de eventos climáticos extremos tendem a aumentar em consequência do aquecimento global provocado principalmente pelas emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis.
A China é atualmente o maior emissor mundial de gases de efeito estufa, mas também ocupa posição de destaque no desenvolvimento e na expansão de fontes de energia renovável.
O país estabeleceu como meta alcançar a neutralidade de carbono até 2060.





