O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que pretende encerrar, após dezembro de 2026, o financiamento anual concedido pelo governo norte-americano a Israel. Em entrevista à emissora Fox News, o republicano disse ter chegado a um acordo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para interromper os pagamentos.
Trump mencionou o valor de US$ 4 bilhões por ano, equivalente a aproximadamente R$ 22 bilhões, e afirmou que Israel já não precisaria da ajuda financeira. Segundo o presidente, o financiamento também tem sido utilizado por adversários políticos como argumento de crítica ao governo durante as eleições legislativas norte-americanas.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm um acordo de cooperação com Israel que prevê US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar, com validade entre 2019 e 2028. Desse total, US$ 3,3 bilhões são destinados ao financiamento militar estrangeiro, utilizado principalmente na compra de equipamentos e armamentos norte-americanos. Outros US$ 500 milhões são direcionados a programas de defesa antimísseis, como o sistema Domo de Ferro.
A declaração ocorre em meio às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nas quais o Partido Republicano tenta manter a maioria no Congresso. O financiamento a Israel também se tornou tema de debate político, especialmente entre setores que questionam os gastos do governo no exterior.
Netanyahu enfrenta incerteza política em Israel
A declaração de Trump acontece enquanto Benjamin Netanyahu enfrenta dificuldades para manter sua posição como primeiro-ministro. Após as eleições legislativas israelenses, o bloco de partidos que o apoia conquistou 53 das 120 cadeiras do Parlamento, número insuficiente para formar maioria.
O bloco de oposição, liderado pelo general Gadi Eisenkot, obteve 48 assentos, enquanto partidos árabes conquistaram outros 19. A formação do próximo governo dependerá de negociações e alianças entre as forças políticas.





