
A tragédia aérea que matou 12 pessoas em Rio Branco completou três anos nesta quinta-feira (29), mas a investigação sobre as causas do acidente ainda não foi concluída. Segundo dados do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), o trabalho chegou a 65% de conclusão, apenas cinco pontos percentuais a mais em relação ao levantamento divulgado no ano passado.

O acidente aconteceu em 29 de outubro de 2023, quando um avião modelo Caravan, de matrícula PT-MEE, caiu em uma área de mata aproximadamente um minuto depois de decolar do Aeroporto Internacional de Rio Branco. A aeronave pertencia à empresa A.R.T. Táxi Aéreo e transportava dez passageiros e dois tripulantes. Todos morreram.
O voo tinha como destino o município de Envira, no Amazonas, com previsão de parada em Eirunepé. A maioria dos passageiros havia passado pelo Acre para realizar tratamentos de saúde e retornava às cidades de origem.
A evolução da investigação mostra um avanço gradual: no primeiro ano após a queda, o índice de conclusão era de 55%. Em 2025, chegou a 60% e, agora, três anos depois, alcançou 65%.
Entre os pontos ainda analisados estão os componentes e sistemas da aeronave, o desempenho técnico dos tripulantes, aspectos psicológicos, procedimentos operacionais e condições de manutenção. Até o momento, não foram emitidas recomendações de segurança relacionadas ao caso.
O percentual divulgado representa o estágio informado da apuração, mas não permite estimar quando o relatório final será concluído. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) explica que não existe prazo fixo para finalizar esse tipo de investigação, pois o tempo depende da complexidade de cada ocorrência e da necessidade de identificar possíveis fatores contribuintes.
Identificação das vítimas foi dificultada pelo incêndio
A queda provocou uma explosão e um incêndio de grandes proporções. As equipes do Corpo de Bombeiros passaram aproximadamente quatro horas combatendo as chamas em uma área de difícil acesso.
A violência do impacto e o fogo deixaram os corpos das vítimas carbonizados, dificultando o trabalho de identificação. Após esgotar outros procedimentos, a Polícia Técnico-Científica recorreu à extração de DNA de material preservado no interior dos ossos.
Três anos depois, uma das vítimas ainda não havia sido identificada por essa técnica, segundo as informações divulgadas pelo g1. Trata-se de Francisco Eutimar Bernardo de Souza, de 32 anos, natural de Eirunepé, no Amazonas.
O acidente é considerado uma das maiores tragédias da aviação no Acre e marcou a história recente do estado. A ocorrência anterior de grande proporção havia sido registrada em 2002, quando um avião da empresa Rico caiu em Rio Branco, deixando 23 mortos.





