Thiago Ávila é libertado por Israel após mais de uma semana detido

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Ativista brasileiro ligado à flotilha pró-Palestina aguarda deportação, segundo ONG de direitos humanos

O ativista brasileiro Thiago Ávila foi libertado pelas autoridades israelenses neste sábado (9), após permanecer mais de uma semana detido, informou a ONG Adalah, entidade que atua na defesa dos direitos humanos de palestinos em Israel.

De acordo com a organização, Ávila e o ativista palestino Saif Abukeshek tiveram os interrogatórios encerrados e agora aguardam deportação sob responsabilidade das autoridades de imigração israelenses.

Segundo a Adalah, os dois integravam a Global Sumud Flotilla, movimento civil pró-Palestina, e foram interceptados pela Marinha de Israel em águas internacionais próximas à Grécia durante a missão.

ONG denuncia isolamento e maus-tratos

A entidade afirma que os ativistas permaneceram sob custódia desde a detenção e acusa Israel de mantê-los em isolamento, em “condições punitivas”, além de denunciar supostos maus-tratos e episódios de tortura durante o período na prisão.

Até o momento, o governo israelense não comentou oficialmente as acusações.

Ainda segundo a Adalah, Thiago Ávila e Saif Abukeshek iniciaram greve de fome desde o início da detenção. O ativista palestino também teria passado a recusar água desde a noite do último dia 5 de maio.

Inteligência israelense comunicou liberação

A ONG informou que a decisão pela soltura foi comunicada à equipe jurídica da entidade pelo Shin Bet, serviço de inteligência interna de Israel.

Apesar da libertação, as autoridades israelenses ainda não divulgaram detalhes sobre quando ocorrerá a deportação dos ativistas ou quais serão os procedimentos adotados para o retorno aos seus países de origem.

Quem é Thiago Ávila

Thiago Ávila é conhecido pela atuação em movimentos sociais e ações internacionais ligadas à causa palestina. Nos últimos anos, participou de campanhas humanitárias e manifestações em defesa da população da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

O caso ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Israel, Palestina e grupos internacionais de apoio humanitário na região do Mediterrâneo.

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