A forte chuva e os temporais registrados no Rio Grande do Sul provocaram estragos em pelo menos oito municípios do estado nesta quarta-feira (1º). Segundo a Defesa Civil, cidades das regiões norte, noroeste e oeste foram afetadas por alagamentos, deslizamentos, queda de árvores, destelhamentos e danos à infraestrutura, além do registro de pessoas desalojadas.
Um dos locais mais atingidos é São Borja, na fronteira oeste gaúcha. O Rio Uruguai alcançou a cota de inundação, causando alagamentos em ruas e transtornos para moradores. Diante da situação, a Defesa Civil emitiu alerta vermelho para a região devido ao risco muito alto de inundação. Uma família precisou deixar sua residência temporariamente, enquanto um estabelecimento comercial foi desocupado. Até o momento, duas pessoas permanecem desalojadas.
Na região norte do estado, os temporais atingiram os municípios de Barracão, Centenário, Charrua, Erechim e São José do Ouro. As ocorrências incluem alagamentos, destelhamento de casas e galpões, queda de árvores e prejuízos à infraestrutura, com bloqueios em vias e danos em cooperativas agrícolas.
Já na região noroeste, Pinheirinho do Vale e Três Passos registraram alagamentos severos. Em Três Passos, a água invadiu pelo menos quatro residências, uma escola municipal, a sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e a Câmara de Vereadores. As aulas na escola afetada foram suspensas.
Diante do cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para áreas do Rio Grande do Sul, prevendo volumes de chuva superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. O órgão alertou para o risco de grandes alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas em áreas vulneráveis.
A Defesa Civil informou que a tendência é de redução dos impactos nos próximos dias e segue prestando assistência às populações atingidas.
Em Porto Alegre, a Defesa Civil municipal também emitiu um aviso hidrológico preventivo devido à possível elevação gradual do nível do Lago Guaíba. O monitoramento ocorre porque o volume de água das chuvas registradas nas regiões norte e noroeste do estado pode chegar à capital. Apesar do alerta, o órgão informou que, até o momento, não há indicativo de inundação.






