A suspensão dos serviços de esterilização de materiais cirúrgicos prestados pela empresa Bioplus Comércio e Representações de Medicamentos e Serviços de Equipamentos Médico-Hospitalares Ltda. pode comprometer o funcionamento de 13 hospitais públicos de Rondônia, distribuídos por sete municípios.
A empresa anunciou a interrupção dos serviços a partir desta sexta-feira (14), alegando 20 meses de pagamentos em aberto por parte do Governo de Rondônia. Segundo a prestadora, os débitos correspondem ao período de dezembro de 2024 a julho de 2026.
A medida pode afetar o processamento de materiais utilizados em aproximadamente 7 mil cirurgias por mês no estado. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por sua vez, informou que adotou medidas administrativas para evitar a interrupção dos atendimentos.
Empresa aponta dívida acumulada
A Bioplus é responsável pelos serviços após vencer o Pregão Eletrônico nº 595/2023/SUPEL, que resultou no Contrato nº 412/2024/PGE-SESAU.
De acordo com a empresa, desde julho de 2024 os serviços foram mantidos normalmente, mesmo diante de dificuldades financeiras. A prestadora afirma ter arcado com despesas como salários, tributos, transporte, energia elétrica, insumos e manutenção dos equipamentos.
A empresa diz que realizou sucessivas tentativas de negociação com o governo estadual, mas chegou ao limite de sua capacidade financeira.
Outro ponto levantado pela Bioplus é o questionamento, por parte do governo, de valores que já haviam sido homologados no processo de contratação. Segundo a empresa, a situação também gera preocupação quanto à segurança jurídica do contrato.
Serviço atende milhares de procedimentos
Segundo os dados apresentados pela prestadora, a suspensão envolve:
- 13 hospitais em sete municípios;
- materiais utilizados em cerca de 7 mil cirurgias por mês;
- 150 trabalhadores diretos e 50 indiretos;
- oito veículos empregados no transporte de materiais em operações 24 horas.
Nos últimos dois anos, a empresa afirma ter percorrido 1,09 milhão de quilômetros, realizado 84.519 ciclos de esterilização e processado aproximadamente 2,76 milhões de itens cirúrgicos.
A Bioplus afirma que adiou a suspensão para tentar evitar prejuízos aos pacientes, mas considera inviável manter as atividades sem a regularização dos pagamentos.
A empresa informou que permanece aberta ao diálogo com o governo estadual e condiciona a retomada dos serviços à quitação dos valores pendentes pela Secretaria de Estado da Saúde.





