Super El Niño pode ser um dos fenômenos climáticos mais extremos das últimas décadas

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A ONU alertou que um novo evento de El Niño pode começar nas próximas semanas e se fortalecer ao longo de 2026, elevando ainda mais as temperaturas globais em um planeta já afetado pelas mudanças climáticas. Segundo previsões de agências meteorológicas, o fenômeno pode estar entre os mais fortes já registrados, sendo classificado como um possível “super El Niño”.

Os cientistas acompanham o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que passaram de temperaturas abaixo da média para níveis significativamente mais altos em poucos meses. Dados de satélites e boias também identificaram uma grande massa de água quente em profundidade, com temperaturas mais de 6°C acima da média em alguns pontos, condição considerada um forte indicativo de um evento intenso.

O El Niño ocorre quando mudanças nos padrões dos ventos permitem que águas mais quentes se espalhem pelo Pacífico tropical. Quando o aquecimento da superfície do mar ultrapassa 2°C acima da média por um período prolongado, o fenômeno é classificado como muito forte. Casos desse porte são raros e ocorreram poucas vezes desde 1950.

Os impactos podem ser sentidos em diversas regiões do mundo. Um El Niño forte costuma provocar clima mais quente e seco em partes da América do Sul, Austrália e Sudeste Asiático, aumentando o risco de secas e incêndios florestais. Também pode enfraquecer as monções na Índia, reduzir as chuvas em algumas regiões da África e aumentar o risco de enchentes em áreas dos Estados Unidos.

Especialistas alertam que os efeitos poderão ser ainda mais severos porque o fenômeno ocorrerá em um contexto de aquecimento global. Segundo climatologistas, a combinação entre o El Niño e as mudanças climáticas causadas pela atividade humana pode fazer de 2027 um dos anos mais quentes já registrados na história.

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