A ex-primeira-dama de Cruzeiro do Sul e do Acre, Beatriz Barroso Cameli, foi apresentada na última sexta-feira (21) como primeira suplente de Gladson Cameli na disputa pelo Senado. Viúva do ex-governador Orleir Cameli, tio de Gladson, Beatriz afirmou acreditar que o sobrinho deverá manter a candidatura até as urnas, apesar dos problemas jurídicos que envolvem o processo eleitoral.
Segundo Beatriz, o convite para integrar a chapa partiu de Eládio Cameli, pai de Gladson. Ela afirmou ter recebido a proposta com surpresa e orgulho e disse que pretende, caso assuma o mandato, dedicar parte de sua atuação a pautas voltadas aos idosos, crianças, centros de recuperação de dependentes químicos, além da cultura e da arte.
“Eu aceitei com surpresa e orgulho o convite que me foi feito pelo Eládio, pai do Gladson. Eu quero assumir, se Gladson permitir, por algum tempo, para atuar voltada para o cuidado com os idosos, crianças, os centros de recuperação de dependentes químicos, a cultura e a arte”, afirmou.
Beatriz também contou que, segundo ela, Orleir Cameli provavelmente não teria permitido que ela entrasse na política. “Orleir não deixaria eu ser candidata. Ele sempre quis me proteger e também era muito ciumento. Preferia mulher em casa”, relatou. Ela disse ainda que se sente preparada para a nova função e que a escolha ocorreu principalmente pela relação de confiança construída com a família. “Somos família. As pessoas estão aceitando bem em Cruzeiro do Sul e nos outros municípios”, afirmou.
A ex-primeira-dama disse ter recebido manifestações de apoio de políticos após o anúncio da candidatura. Entre os nomes citados por ela estão Márcio Bittar, Jéssica Sales, Socorro Neri, Antônia Lúcia, Maria Antônia, Mailza Assis, Maria das Vitórias e Zezinho Barbary, além de amigos e apoiadores.
Convite já havia sido feito por Petecão
Beatriz revelou que já havia sido convidada anteriormente para exercer a mesma função pelo então senador Sérgio Petecão, mas decidiu recusar. Na ocasião, segundo ela, sugeriu que Maria das Vitórias fosse chamada para ocupar a vaga, o que acabou acontecendo.
A ex-primeira-dama explicou que a situação agora é diferente por se tratar de Gladson, seu sobrinho. Ela afirmou ter carinho pelo político e lembrou que, desde jovem, ele demonstrava interesse pela vida pública e tinha o tio Orleir como referência.
“Eu gosto do Gladson, que desde muito novo já queria ser político. Ele queria ser como o Orleir. Até as roupas e cintos como Orleir usava, ele usava também”, contou.
Apoio à chapa de Mailza e Jéssica
Beatriz também comentou a candidatura da governadora Mailza Assis à reeleição, tendo Jéssica Sales como candidata a vice. Para ela, a composição representa um momento histórico para a política acreana.
“São duas mulheres fortes na política, que podem ganhar, sim. Acredito que será uma gestão muito moderna no Acre. Elas têm coragem, preparo e conhecimento em gestão e política. Estamos em um bom momento para as mulheres”, avaliou.
Ela citou ainda Cruzeiro do Sul como exemplo da maior presença feminina em espaços de liderança e destacou a presidente da Associação Comercial do município, Núcia Melo, que assumiu o comando da entidade após um século de fundação.
Trajetória e família
Beatriz Barroso Cameli nasceu em Ibéria, no Peru, mas é filha e neta de brasileiros. Seus avós eram cearenses e migraram para o Acre em busca de oportunidades durante o ciclo da borracha. Os pais são naturais de Brasileia.
Ela vive no Brasil há mais de 40 anos e chegou a Cruzeiro do Sul há 46 anos, já casada com Orleir Cameli. No município, constituiu sua família e teve o filho Linker Cameli, além dos netos.
Sobre a possibilidade de Linker disputar uma vaga nas eleições deste ano, Beatriz descartou a candidatura. Segundo ela, o filho poderá concorrer em outra oportunidade, já que demonstra interesse pela política e pelo trabalho público.
“Talvez em uma outra eleição ele seja candidato porque gosta de política e de trabalhar”, afirmou.
Para a disputa deste ano, Beatriz declarou que pretende apoiar Claire Cameli, também filha de Orleir Cameli, para uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre.





