Segundo IBGE, Acre tem 65 mil trabalhadores por conta própria sem CNPJ

O Acre tinha 79 mil trabalhadores por conta própria em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, 65 mil não possuíam registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), enquanto apenas 14 mil tinham algum empreendimento formalizado.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre o Mercado de Trabalho, que reúne informações sobre população ocupada, posição na ocupação e registro de empreendimentos no CNPJ.

Na comparação com anos anteriores, o número de trabalhadores por conta própria no estado apresentou redução. Em 2015, eram 88 mil pessoas nessa condição. Já em 2013, primeiro ano da série histórica analisada, eram 74 mil. O IBGE não considera 2020 e 2021 na comparação devido aos impactos da pandemia de Covid-19 na coleta da pesquisa.

Homens são maioria

Entre os 79 mil trabalhadores por conta própria registrados no Acre em 2025, 59 mil eram homens e 20 mil eram mulheres.

Entre aqueles que não possuíam CNPJ, 50 mil eram homens e 15 mil eram mulheres. O registro no CNPJ é um dos indicadores utilizados pelo IBGE para acompanhar o nível de formalização dos empreendimentos de trabalhadores por conta própria e empregadores.

Acre acompanha cenário da Região Norte

Em 2025, a Região Norte tinha aproximadamente 2,647 milhões de trabalhadores por conta própria, sendo 1,812 milhão de homens e 835 mil mulheres. No Brasil, eram cerca de 30,597 milhões, dos quais 20,062 milhões eram homens e 10,535 milhões, mulheres.

Apesar do elevado número de trabalhadores sem CNPJ no Acre, a proporção de autônomos formalizados aumentou no país ao longo da série histórica. No Brasil, a parcela de trabalhadores por conta própria com CNPJ passou de 24% para 35%, um crescimento de 11 pontos percentuais.

O avanço ocorreu em todas as grandes regiões. O Centro-Oeste passou de 27,3% para 41,6%; o Sul, de 35,5% para 46,7%; o Sudeste, de 30,4% para 41,6%; o Nordeste, de 11,8% para 20,1%; e o Norte, de 12% para 15,6%.

Mesmo com o crescimento, a Região Norte apresentou em 2025 a menor proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ entre as grandes regiões do país.

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