As autoridades de Xapuri enfrentam crescente preocupação diante da segunda maior seca registrada na história da região. Nesta terça-feira, 30 de julho, o nível do Rio Acre caiu para 1,34 metros, após atingir 1,49 metros, a segunda menor cota já registrada. Essa situação afeta diretamente a rotina da população local, especialmente em relação ao abastecimento de água.
Embora a principal estação de tratamento de água esteja, por enquanto, operando normalmente, a direção do Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre) alertou que uma nova avaliação será necessária na próxima semana. No entanto, o igarapé Fura, que abastece 40% da zona urbana, está em situação crítica, levando ao racionamento de água, com fornecimento reduzido a apenas 6 horas diárias.
Em 2018, Xapuri registrou a maior seca do Rio Acre, com cota de 1,18 metros. O baixo nível do rio também comprometeu a travessia de pedestres e veículos entre o centro da cidade e o bairro Sibéria, realizada por uma balsa. Para evitar que a embarcação encalhe em bancos de areia, a quantidade de veículos pesados transportados foi reduzida de três para dois por travessia.
Como solução temporária, o Departamento de Estradas de Rodagem e Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) planeja construir rampas de barro nas margens do rio e posicionar a balsa no centro para facilitar o cruzamento. O transporte de alunos também foi impactado, resultando na redução do número de embarcações em operação.
O Rio Xapuri, afluente do Rio Acre, enfrenta problemas semelhantes, com pescadores relatando que a seca atual é uma das mais severas em décadas, embora não haja um sistema de medição para determinar seu nível exato.
Com informações do AC24Horas





