A diretoria do São Paulo marcou para a tarde desta quinta-feira uma conversa com o técnico Dorival Júnior e os representantes dele. O treinador é a prioridade para a vaga de Roger Machado, demitido após a eliminação da Copa do Brasil para o Juventude, na quarta-feira.
Há uma grande preocupação do clube em relação à questão financeira. A diretoria entende que os salários recebidos pelo treinador em seu último trabalho, no rival Corinthians, estão fora da realidade do Tricolor.
A ideia é entender com Dorival se é possível chegar a um consenso por valores inferiores. O nome é prioridade máxima e um raro consenso dentro do clube sobre ser a melhor opção para o cargo.
Dorival foi campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023 e só saiu por um convite da seleção brasileira. Pessoas próximas ao presidente Harry Massis o pressionam, inclusive, para ser rápido nas negociações e contratar o técnico o quanto antes.
Em um áudio vazado nos últimos dias, Harry Massis disse que não demitiria Roger Machado mesmo com uma possível eliminação na Copa do Brasil por “não ter dinheiro” para multas rescisórias.
O treinador, porém, foi demitido.
Neste mesmo áudio, Massis disse que Dorival Júnior custaria “R$ 2,8 a 3 milhões por mês” aos cofres do São Paulo, valor considerado por ele muito alto em meio a crise vivida pelo clube.
No último balanço financeiro do São Paulo consta que o clube ainda tem R$ 3,2 milhões a pagar a Dorival referentes à última passagem, antes de assumir a seleção brasileira.
Por outro lado, a diretoria sabe que precisa de um nome de peso e com aceitação da torcida para estancar o momento turbulento iniciado com a saída de Hernán Crespo, então vice-líder do Brasileirão, e a chegada de Roger Machado.
A tendência é que, no fim de semana, contra o Fluminense, o São Paulo seja comandado por algum dos membros da comissão técnica fixa.
Por: GE






