Rússia e Ucrânia trocam 103 prisioneiros de guerra de cada lado

Rússia e Ucrânia realizaram nesta quarta-feira (19) uma nova troca de prisioneiros de guerra, com 103 militares libertados de cada lado. A operação foi confirmada por autoridades dos dois países e faz parte de uma série de acordos para a devolução de combatentes capturados desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que os militares que retornaram ao país pertencem às Forças Armadas, ao Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras e à Guarda Nacional. Do lado russo, a troca foi divulgada pela agência Interfax, com base em informações do Ministério da Defesa da Rússia.

Entre os ucranianos libertados está Dmytro, de 29 anos, que passou cerca de três anos em cativeiro. Em entrevista, ele relatou o retorno para casa e pediu que familiares de militares que ainda permanecem detidos mantenham a esperança de que novas trocas sejam realizadas.

Outro militar ucraniano, Anton Tymofienko, de 43 anos, também voltou para casa após permanecer 28 meses em cativeiro. Segundo ele, durante o período de detenção, o contato com o mundo exterior era limitado principalmente às cartas enviadas por familiares.

Nova troca pode ocorrer ainda em agosto

O chefe da inteligência militar da Ucrânia, Oleh Ivashchenko, afirmou que uma nova operação de troca de prisioneiros é esperada antes do fim de agosto. Segundo ele, a expectativa é de que sejam incluídos militares que estão detidos há períodos mais longos.

Entre os possíveis beneficiados estão soldados que participaram da defesa de Mariupol, cidade portuária tomada pelas forças russas durante a guerra.

As trocas de prisioneiros têm ocorrido regularmente desde o início do conflito, mesmo diante das dificuldades nas negociações entre Moscou e Kiev sobre um eventual acordo de paz. A nova operação representa mais uma etapa dos esforços dos dois países para repatriar militares capturados durante os combates.

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