Rússia afirma que ofensiva contra a Ucrânia foi retaliação a ataques e amplia escalada da guerra

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A Rússia declarou que a grande ofensiva lançada contra a Ucrânia foi uma resposta direta ao que classificou como “atos terroristas” praticados por Kiev, sinalizando uma nova fase no conflito que já se estende há mais de quatro anos.

Em comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa russo, Moscou informou que utilizou mísseis hipersônicos, drones e armamentos de longo alcance para atingir alvos estratégicos em sete regiões ucranianas. Segundo o governo russo, os ataques tiveram como foco instalações militares, centros logísticos, depósitos de combustível e aeródromos utilizados pelas forças ucranianas.

A operação ocorre após o Kremlin acusar a Ucrânia de realizar ataques contra civis em áreas sob controle russo. Entre os episódios citados está um ataque com drones contra um dormitório estudantil em Luhansk, no leste da Ucrânia, que teria deixado 18 mortos. Após o incidente, o presidente Vladimir Putin prometeu uma resposta militar.

Autoridades russas também acusaram Kiev de tentar desestabilizar a região do Mar Negro por meio de ataques contra embarcações civis, alegando que o governo ucraniano atribuiu falsamente algumas dessas ações à própria Rússia.

Do lado ucraniano, o balanço é de destruição e elevado número de vítimas. Segundo autoridades locais, pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas durante os bombardeios. A capital Kiev esteve entre os principais alvos da ofensiva.

Sistemas de defesa aérea foram acionados durante a madrugada, enquanto moradores buscaram abrigo em estações de metrô e estruturas subterrâneas. De acordo com a prefeitura, cerca de 140 mil pessoas ficaram sem energia elétrica após os ataques.

Prédios residenciais também foram atingidos. Um edifício de nove andares pegou fogo após ser atingido durante os bombardeios. Outro prédio residencial, com 24 andares, sofreu danos significativos em um incêndio atribuído a um ataque com míssil.

Na cidade de Dnipro, uma das maiores do país, autoridades relataram ao menos quatro mortes e dezenas de feridos.

As Forças Armadas da Ucrânia informaram que a Rússia lançou 656 drones e 73 mísseis durante a operação, atingindo 38 alvos em diferentes regiões. Segundo Kiev, os sistemas de defesa conseguiram interceptar grande parte dos projéteis, utilizando centenas de drones defensivos e dezenas de mísseis antiaéreos.

A nova ofensiva ocorre em meio aos apelos do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por reforço militar do Ocidente. Recentemente, Zelensky encaminhou pedidos aos Estados Unidos solicitando novos sistemas de defesa aérea para proteger cidades e infraestrutura estratégica dos ataques russos.

O episódio evidencia a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia, ampliando preocupações internacionais sobre uma possível escalada militar e o aumento dos impactos humanitários da guerra.

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