Rota do Juruá coloca Acre no mapa estratégico do tráfico internacional de drogas, aponta levantamento

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O Acre voltou a ganhar destaque nacional em meio ao avanço do crime organizado no Brasil. Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que a chamada Rota do Vale do Juruá, que liga o Peru ao território acreano, tem sido utilizada como um dos principais caminhos para a entrada e distribuição de drogas no país.

A informação ganhou repercussão nacional após publicação em veículo de circulação nacional nesta semana, reforçando o papel estratégico da região Norte nas operações do tráfico.

De acordo com o estudo, a rota tem origem na região de Ucayali, no Peru, atravessa o Acre e segue pela BR-364, funcionando como um importante corredor logístico para o escoamento de entorpecentes. A partir desse trajeto, a droga é distribuída para outros estados brasileiros.

O levantamento também destaca a atuação de facções criminosas de alcance nacional, que utilizam essas rotas para expandir suas operações. Organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estariam inseridas nesse contexto, operando de forma estruturada e com estratégias definidas para ampliar territórios e lucros.

Segundo a análise, o modelo de atuação dessas facções tem evoluído nos últimos anos, deixando de ser regionalizado para se tornar uma rede articulada, com presença em diferentes partes do país e até no exterior. Enquanto uma das organizações prioriza logística e rotas de exportação, a outra busca consolidar domínio em áreas estratégicas, especialmente na região Norte.

A localização geográfica do Acre, próximo a países produtores de cocaína, contribui para que o estado seja considerado peça importante dentro dessa dinâmica. Além disso, o uso de rotas fluviais e terrestres facilita o deslocamento da droga, ampliando o alcance das operações ilegais.

O cenário também aponta para o fortalecimento de alianças entre facções nacionais e grupos regionais, o que aumenta a complexidade do combate ao crime organizado na região.

Com isso, o Vale do Juruá passa a ser visto não apenas como área de passagem, mas como ponto estratégico dentro de uma rede maior que conecta fronteiras internacionais ao mercado consumidor brasileiro.

Com informações: Folha de São Paulo

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