
Cruzeiro do Sul (AC) amanheceu em alerta neste domingo, 18 de janeiro de 2026, após uma elevação acelerada do nível do Rio Juruá que começou a atingir áreas urbanas do município. A cheia já ultrapassou a cota de transbordo de 13 metros e mobilizou autoridades municipais, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros para monitoramento e preparação de retirada de famílias.
Durante vistoria nos bairros afetados, o prefeito Zequinha Lima informou que o rio subiu 26 centímetros entre sábado e domingo e deve continuar em elevação pelos próximos três dias, podendo alcançar 13,70 metros até quarta-feira. “O rio continua enchendo, podendo chegar a possibilidade de chegar a 13,70, chegando a 13,70 nós teremos que começar a retirada de famílias.” afirmou.
“já temos quatro escolas que já estão reservadas e preparadas para receber algumas pessoas, algumas famílias que por acaso tenham que sair das suas residências.” Continuou.

Atualmente, 11 bairros da cidade já registram impactos diretos da cheia. As escolas reservadas como abrigos provisórios são: Marcelino Champagnat, Padre Arnold, Corazita Negreiros e Thaumaturgo de Azevedo.
O coordenador da Defesa Civil explicou que o monitoramento tem sido feito com base em dados históricos acumulados ao longo dos anos, além de plataformas digitais e gráficos regionais. Segundo ele, equipes passaram todo o sábado na sala de situação instalada no Corpo de Bombeiros analisando projeções que apontam para o avanço da cheia. Em caso de necessidade de retirada, os moradores devem acionar o número 193, que funciona como canal único para atendimento emergencial.

O comandante do Corpo de Bombeiros destacou que os órgãos possuem um banco de dados com registros de inundações dos últimos 30 anos, o que permite maior precisão nas previsões. Ele também atribuiu a subida rápida ao grande volume de chuvas registrado na bacia do Juruá, que acumulou cerca de 100 milímetros nos últimos dias. Enquanto Marechal Thaumaturgo já apresenta sinais de vazante, Porto Walter ainda segue em subida, o que contribui para o aumento do nível em Cruzeiro do Sul.
A orientação é que famílias que já estejam com água dentro das residências acionem imediatamente o Corpo de Bombeiros para que a Defesa Civil realize a retirada e encaminhamento aos abrigos organizados pela prefeitura.
Na comunidade Boca do Moa, uma das áreas atingidas, a moradora Antônia Silva do Nascimento relatou preocupação com a rapidez da subida. Ela contou que já perdeu bens em anos anteriores e que, apesar de morar hoje em um terreno mais alto, a água já alcança o quintal e dificulta a criação de animais e o acesso a alimentos.
As equipes seguem em alerta e novas vistorias devem ser realizadas ao longo da semana, conforme a evolução do nível do rio.






