Reforma do Centro de Zoonoses prevê ampliação dos serviços e criação de espaço de bem-estar animal em Cruzeiro do Sul

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A estrutura do Centro de Zoonoses de Cruzeiro do Sul passará por reforma e adequações estruturais com investimento de cerca de R$ 450 mil em recursos próprios do município. A medida, segundo o prefeito Zequinha Lima, busca ajustar o espaço às exigências da legislação federal e redefinir o papel da unidade dentro da política pública de saúde.

De acordo com o gestor, ao longo dos anos o centro acabou assumindo funções que não eram exatamente sua finalidade. “Durante muito tempo ele ofereceu um serviço que não era exatamente o objetivo da Zoonose. Agora a gente precisa nos adequar à nova legislação, melhorar a estrutura física, reformar o centro cirúrgico e ampliar setores para que possamos oferecer os serviços de forma correta”, afirmou.

A reforma inclui melhorias no ambiente cirúrgico, reorganização dos espaços internos e ampliação de setores considerados essenciais para o funcionamento adequado da unidade. Paralelamente, será estruturado um novo serviço voltado especificamente ao bem-estar animal, que ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

“Vai ser um trabalho em conjunto entre Saúde e Meio Ambiente. A parte de acolhimento, acomodação, alimentação e cuidados com os animais será ampliada, mas cada secretaria dentro da sua atribuição”, explicou o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Siqueira, reforçou que o Centro de Zoonoses tem como foco principal a vigilância em saúde. “Zoonoses são doenças transmitidas de animais para seres humanos. Aqui é um espaço de controle de doenças infectocontagiosas, como raiva, leptospirose e doença de Chagas. Não é pet shop e nem abrigo”, pontuou.

Ele destacou que a unidade atua no controle da raiva bovina, no monitoramento da cadeia do açaí para prevenção da doença de Chagas, além da vacinação de cães e gatos. Segundo o secretário, mais de 80% dos animais foram imunizados contra a raiva nos últimos 12 meses.

Sobre a criação do novo espaço de bem-estar, Marcelo Siqueira afirmou que a proposta é separar definitivamente as atribuições. “Meio Ambiente cuida da política de proteção e bem-estar animal. A Saúde atua quando há risco de transmissão de doenças. É isso que a legislação determina”, disse.

A reestruturação também marca uma mudança de postura em relação ao passado da unidade. “A gente não pode repetir erros antigos. O centro precisa funcionar como vigilância de doenças graves, com estrutura adequada e dentro da lei”, declarou o secretário.

Com a reforma e a criação do novo serviço, a proposta é reorganizar o atendimento à população e redefinir o papel do município tanto no controle de zoonoses quanto nas ações voltadas ao cuidado e proteção dos animais.

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