O Acre passa a ser governado por Mailza Assis, que assumiu o comando do Executivo estadual nesta quinta-feira, 2, e se tornou a segunda mulher da história a ocupar o cargo. A posse marca um novo momento político no estado e recoloca em evidência o perfil da gestora, que construiu carreira na administração pública com foco em políticas sociais e articulação institucional.
Natural de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, Mailza é formada em pedagogia e possui MBA em políticas públicas. Mãe de três filhos, Henry, Helena e Theodora, iniciou sua trajetória no serviço público em 2009, como secretária municipal de Administração de Senador Guiomard, no Acre.

Da gestão municipal ao Senado
A atuação na administração municipal abriu caminho para sua projeção política. Entre 2012 e 2013, assumiu a Secretaria de Assistência Social do município, onde esteve à frente de iniciativas voltadas ao atendimento direto da população, como programas comunitários e ações sociais.
Em 2014, foi eleita primeira suplente de senadora na chapa de Gladson Camelí e, com a eleição do titular ao governo do Estado em 2018, assumiu o mandato no Senado Federal em 2019.

Durante a passagem por Brasília, Mailza destinou mais de R$ 570 milhões em emendas parlamentares para os 22 municípios acreanos, com foco em áreas como saúde, infraestrutura, assistência social e desenvolvimento.
No Senado, ocupou funções de liderança, como líder do Progressistas, líder do Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil e vice-presidente da Fundação Milton Campos, atualmente Fundação Francisco Dornelles. Também presidiu a executiva estadual do partido no Acre entre 2019 e 2022.

Atuação no governo do Acre
Eleita vice-governadora, Mailza Assis passou a integrar diretamente a gestão estadual e acumulou, desde junho de 2024, o comando da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
Na pasta, esteve à frente de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da pobreza, segurança alimentar, igualdade de gênero e garantia de direitos. A experiência consolidou sua atuação junto a populações em situação de vulnerabilidade e ampliou sua participação na condução de programas sociais do governo.
Entre as iniciativas com as quais esteve envolvida estão ações como o Juntos pelo Acre, Guarda-Roupa Social, Mulheres Mil, Mães da Ciência e Mentes Azuis, voltadas à inclusão social e geração de oportunidades.
Recursos e investimentos
Durante o período como senadora, a gestora também articulou recursos para obras e serviços em diferentes áreas. Entre os investimentos viabilizados estão reformas e construções de unidades básicas de saúde, escolas, quadras poliesportivas e equipamentos públicos.
Também foram destinados recursos para a revitalização de espaços como o Palácio Rio Branco, a Usina de Artes João Donato, o Teatro Plácido de Castro e a Biblioteca da Floresta, além de obras de infraestrutura, aquisição de veículos e apoio a instituições públicas.
Outros investimentos incluem ações voltadas à saúde indígena, apoio a comunidades ribeirinhas, fortalecimento da assistência social e iniciativas de segurança pública.

Marco histórico e representatividade
A chegada de Mailza ao comando do Estado ocorre quase quatro décadas após Iolanda Fleming assumir o governo do Acre, em 1986, tornando-se a primeira mulher a governar um estado no Brasil.
O momento é considerado simbólico para a representatividade feminina na política acreana e nacional, ao recolocar uma mulher no mais alto cargo do Executivo estadual.
Mailza recebeu, em 2023, o título de Cidadã Acreana pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), em reconhecimento à atuação política e aos serviços prestados ao estado.
Desafios e continuidade da gestão
Ao assumir o governo, Mailza Assis herda a estrutura administrativa e os programas desenvolvidos na gestão de Gladson Camelí, com quem atuou diretamente como vice-governadora.
A nova governadora já sinalizou a intenção de dar continuidade às ações em andamento, especialmente nas áreas social, infraestrutura, saúde e educação, além de ampliar políticas voltadas à redução das desigualdades.
Por: A Gazeta do Acre






