Queimadas aumentam 407% e Amazonas registra pior cenário do ano em agosto

O Amazonas enfrenta o período mais crítico de 2026 em relação às queimadas. Dados divulgados neste mês apontam que agosto já acumula 1.445 focos de calor, número 407% superior aos 285 registros contabilizados no início do mês.

Os municípios do sul do estado concentram a maior parte das ocorrências. Apuí lidera o ranking, com 532 focos de calor, seguido por Novo Aripuanã, com 214 registros. Juntos, os dois municípios respondem por mais da metade dos focos identificados no Amazonas.

Outras cidades que aparecem entre as mais afetadas são Maués, Manicoré, Lábrea, Humaitá, Manacapuru, Autazes, Careiro e Canutama.

Segundo especialistas, o aumento expressivo está relacionado ao avanço da estiagem e às altas temperaturas registradas na região, fatores que favorecem a propagação das chamas.

Além dos impactos ambientais, o crescimento das queimadas preocupa autoridades devido aos efeitos na qualidade do ar e aos riscos para a saúde da população, especialmente em municípios já afetados pela fumaça durante o período de seca.

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