Quase 200 toneladas de café já foram transportadas no Juruá; apoio evita perdas e fortalece produção no Acre

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Enquanto o café produzido no Vale do Juruá ganha cada vez mais espaço e reconhecimento, um desafio ainda preocupa muitos agricultores da região: garantir que os grãos cheguem rapidamente às unidades de beneficiamento para manter a qualidade da produção. Em Cruzeiro do Sul, uma ação do governo do Acre tem ajudado a superar esse obstáculo e já beneficiou diretamente produtores rurais que dependem do transporte para concluir o processo de pós-colheita.

Por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o governo tem realizado o transporte da produção de café de agricultores que ainda não possuem estrutura própria para secagem e beneficiamento. Somente em Cruzeiro do Sul, cinco produtores foram atendidos, com o deslocamento de 3.250 sacas de café, volume que corresponde a aproximadamente 195 toneladas.

A produção foi encaminhada para unidades beneficiadoras instaladas na região, entre elas a Coopercafé, a Manave Indústria de Café e o secador Lima & Mappes. O objetivo é garantir que os grãos passem pelas etapas de secagem e processamento dentro do período adequado, evitando perdas de qualidade que podem comprometer o valor comercial do produto.

O crescimento da cafeicultura no Juruá tem impulsionado a necessidade de ampliar a infraestrutura disponível para os produtores. Segundo a secretária de Estado da Agricultura, Temyllis Silva, o governo busca fortalecer a cadeia produtiva por meio da ampliação das oportunidades de beneficiamento e da capacitação dos agricultores.

A gestora destacou que a região já conta com algumas unidades beneficiadoras, mas que a meta é ampliar o acesso dos produtores às etapas de secagem e processamento, agregando valor à produção local.

Para quem vive da cultura do café, o apoio logístico tem sido fundamental. O produtor rural Osmar Albuquerque ressaltou que o transporte disponibilizado pelo Estado contribui diretamente para o desenvolvimento da atividade e para a segurança da produção.

De acordo com o chefe do escritório local da Seagri em Cruzeiro do Sul, Marcos Pereira, o tempo entre a colheita e o beneficiamento é decisivo para a qualidade final do café. Quanto mais tempo os grãos permanecem armazenados sem o processamento adequado, maiores são os riscos de perdas que afetam o produto e a rentabilidade do produtor.

A iniciativa faz parte das ações voltadas ao fortalecimento da cafeicultura acreana, atividade que vem ganhando destaque na economia regional e se consolidando como uma das apostas para geração de renda e desenvolvimento no interior do estado.

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