A Justiça manteve, nesta quarta-feira (18), as prisões de três jogadores do Vasco-AC investigados por denúncia de suposto estupro coletivo ocorrido no alojamento do clube, em Rio Branco. A decisão foi tomada durante audiência de custódia na capital acreana.
A informação foi confirmada à reportagem pelo advogado Robson de Aguiar, que atua na defesa do atleta Alex Pires Júnior. Após a decisão judicial, os jogadores foram encaminhados ao presídio da capital.
Segundo o advogado, a audiência teve caráter técnico e se limitou a verificar a legalidade das prisões.
“A audiência de custódia é só para verificar se a prisão é legal ou ilegal. Como ele se apresentou espontaneamente, não havia ilegalidade”, explicou.
Ele ressaltou que, neste momento, o Judiciário não analisou o mérito da decisão que decretou a prisão temporária. A defesa informou ainda que avalia medidas jurídicas para tentar reverter a situação, incluindo diálogo com o juiz responsável pelo decreto prisional e, se necessário, a impetração de habeas corpus.
Quatro atletas investigados
O caso envolve quatro jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama. Alex Pires Júnior, Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario se apresentaram à Polícia Civil na terça-feira (17).
Já Erick Luiz Serpa Santos Oliveira havia sido preso anteriormente em flagrante. Em audiência realizada no domingo (15), a prisão dele foi convertida em preventiva.
As investigações começaram após denúncia registrada por duas mulheres, referente a fatos que teriam ocorrido no alojamento do clube, em Rio Branco. O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.
A defesa de Alex Pires Júnior nega qualquer prática criminosa. De acordo com o advogado, o atleta sustenta que não houve violência e afirma que a relação teria sido consensual.
“Ele está se apresentando porque quer provar a inocência dele”, declarou anteriormente a defesa.
As defesas dos demais jogadores também negam as acusações e alegam que houve consentimento.
Repercussão institucional
O caso provocou manifestações de diferentes instituições públicas no Acre. A Secretaria de Estado da Mulher divulgou nota em que defende a atuação técnica da Delegacia da Mulher e reforça a importância de evitar a desqualificação das instituições envolvidas na apuração.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre também se posicionou, destacando que crimes contra mulheres devem ser tratados com rigor e sem relativizações.
O Ministério Público do Estado do Acre informou que acompanhou o caso durante o plantão do Carnaval e reforçou que denúncias de violência sexual precisam ser apuradas com rigor, além de salientar a necessidade de preservação da identidade e da dignidade das vítimas ao longo da investigação.
O caso segue sob investigação, e a Justiça ainda deverá analisar os desdobramentos processuais nos próximos dias.
Com informações: A Gazeta do Acre






