Os desdobramentos da operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner começaram a gerar forte incômodo nos bastidores do governo federal. Segundo informações reveladas pela jornalista Andréia Sadi, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o parlamentar deveria deixar a liderança do governo no Senado enquanto esclarece as acusações.
A avaliação interna, segundo a apuração, é de que a permanência de Wagner no cargo pode aumentar o desgaste político do Palácio do Planalto em um momento delicado, principalmente após o avanço da investigação da Polícia Federal envolvendo o caso do Banco Master.
Nos bastidores, integrantes do governo defendem que uma eventual saída temporária ajudaria a reduzir impactos na imagem da gestão federal e evitar que o episódio se transforme em mais uma crise política em Brasília.
A pressão interna aumentou depois da deflagração da nova fase da operação, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e possíveis favorecimentos políticos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Até o momento, Luiz Inácio Lula da Silva não se pronunciou oficialmente sobre a permanência de Wagner na função. O senador nega qualquer irregularidade e afirma estar à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.






