O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, declarou que a instituição foi a entidade “efetivamente fraudada” no caso envolvendo a compra de carteiras de crédito do Banco Master. A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao portal Metrópoles.
Segundo Souza, o BRB identificou problemas em ativos adquiridos do Banco Master que somavam cerca de R$ 21,9 bilhões. Após análise interna, o banco decidiu constituir uma provisão de R$ 8,8 bilhões para cobrir potenciais perdas relacionadas aos créditos considerados problemáticos.
De acordo com o executivo, a medida permite que a instituição mantenha indicadores financeiros adequados e preserve sua capacidade operacional enquanto as investigações continuam.
Como parte da estratégia para recuperar liquidez, o BRB estruturou, em parceria com a gestora Quadra, um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) avaliado em aproximadamente R$ 15 bilhões. Segundo Souza, a operação já proporcionou a entrada inicial de cerca de R$ 4 bilhões por meio de cotas seniores, com novos recursos previstos de forma gradual.
Apoio financeiro do GDF
Na semana passada, o Governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB, firmou um acordo de empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito. A operação poderá disponibilizar até R$ 6,5 bilhões para reforçar o capital do banco.
O acordo recebeu homologação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o presidente do BRB, a proposta em análise prevê prazo de 15 anos para pagamento, carência de 18 meses e juros corrigidos pelo IPCA acrescido de spread.
O caso segue sob investigação para apurar a origem das supostas irregularidades nas carteiras de crédito negociadas entre as instituições financeiras.






