Um dos cantos mais conhecidos da torcida do Corinthians tem uma história que começou há quase quatro décadas. O “poropopó”, que hoje ecoa nos jogos do Timão na Neo Química Arena e ganhou reconhecimento internacional, surgiu nos anos 1980 e se transformou em uma das principais marcas da Fiel nas arquibancadas.
A origem do grito foi revisitada pelo Esporte Espetacular, que ouviu historiadores, jogadores e torcedores para contar como o canto se tornou uma expressão de união e passou a fazer parte da identidade corintiana.
“O poropopó consegue colocar todos na mesma sintonia de felicidade e esperança”, resume uma das pessoas ouvidas na reportagem.
Segundo o historiador Fernando Wanner, o canto foi entoado pela primeira vez no Pacaembu em 1987, durante uma partida do Campeonato Paulista. Registros históricos atribuem a criação à torcida do Corinthians.
Depois do Pacaembu, o “poropopó” acompanhou o Corinthians em diferentes estádios, entre eles o Morumbi, até ganhar ainda mais força na Neo Química Arena. O canto se consolidou como uma forma de incentivar a equipe e aproximar os torcedores durante as partidas.
A importância do grito aumentou especialmente após a pandemia de Covid-19. Com os estádios fechados durante meses, os torcedores ficaram afastados das arquibancadas e, posteriormente, retomaram o canto como uma maneira de recuperar a atmosfera dos jogos e demonstrar apoio ao time em momentos importantes.
O lateral-direito Matheuzinho relembrou a força dessa conexão durante a temporada de 2024, quando o Corinthians atravessou um período difícil e depois conseguiu uma sequência de nove vitórias no Campeonato Brasileiro.
“A gente viveu um momento tenebroso durante sete meses, depois conseguimos nove vitórias avassaladoras no Brasileiro. Ali a gente entendeu que precisava ter uma conexão a mais com a torcida”, recordou o jogador.
Com o passar dos anos, o “poropopó” deixou de ser apenas um canto de arquibancada. A expressão passou a representar a sintonia entre o time e a Fiel, atravessando diferentes gerações e estádios até se tornar uma das manifestações mais reconhecidas da torcida corintiana.





