Polônia investiga cratera de 10 metros após possível queda de míssil russo

As autoridades da Polônia investigam a origem de uma cratera de aproximadamente 10 metros de diâmetro encontrada em uma área agrícola no leste do país, após a passagem de um objeto não identificado durante a madrugada desta quinta-feira (30). A principal suspeita é de que o artefato seja um míssil russo que tenha cruzado o espaço aéreo polonês durante um ataque em larga escala da Rússia contra a Ucrânia.

Segundo o primeiro-ministro Donald Tusk, tudo indica que o objeto seja um míssil russo, embora o governo tenha ressaltado que a investigação ainda está em andamento para confirmar sua natureza. O impacto ocorreu a cerca de dois quilômetros das residências mais próximas, e equipes de emergência isolaram a área para coleta de destroços e realização de perícias.

O Comando Operacional das Forças Armadas da Polônia informou que um objeto não identificado foi detectado pelos radares às 3h40, no horário local, deslocando-se em direção ao oeste. Pouco depois, o sinal desapareceu. Um helicóptero militar foi enviado ao local indicado pelos radares e encontrou a cratera e fragmentos espalhados pelo terreno.

Diante da situação, a Polônia mobilizou caças para reforçar a vigilância de seu espaço aéreo enquanto a Rússia realizava uma série de ataques contra a Ucrânia. Os bombardeios deixaram pelo menos oito mortos, incluindo uma vítima em Kiev, além de atingirem outras cidades, como Lviv.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que um míssil de cruzeiro russo do tipo Kh-101 violou o espaço aéreo polonês durante a ofensiva. Apesar da declaração, o governo polonês ainda não confirmou oficialmente que o objeto encontrado seja um míssil russo.

A Rússia não comentou o caso até o momento. A embaixada russa em Varsóvia também não respondeu aos pedidos de posicionamento feitos pela imprensa.

O incidente aumenta a tensão na região, já que a Polônia é integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e qualquer violação de seu espaço aéreo é acompanhada com grande preocupação pelos países da aliança militar. 

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS