A Polícia Civil do Acre informou nesta segunda-feira (28) que trabalha com a possibilidade de a bebê de 9 meses desaparecida na zona rural de Manoel Urbano estar morta. A criança segue desaparecida desde a semana passada, e as buscas continuam mobilizando equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e do Batalhão Ambiental.
Durante coletiva de imprensa realizada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foi confirmado que a mãe da criança foi presa após a Justiça expedir mandado de prisão relacionado ao caso. O tio da bebê, apontado como a última pessoa a estar com a menina antes do desaparecimento, também está preso.
Segundo o delegado Pedro Paulo Buzolin, a mãe teria deixado a filha na residência sob os cuidados do irmão e saído para a área urbana do município. Ao retornar, a criança já não estava mais no local.
O tio foi preso pela Polícia Militar e, durante depoimento, afirmou não se lembrar do que aconteceu. De acordo com a polícia, ele alegou ter ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e disse recordar apenas que saiu com a bebê, sem conseguir indicar o trajeto percorrido ou o destino da criança.
As investigações apontam que o homem foi visto caminhando com a menina por áreas de mata próximas a igarapés. Equipes de busca utilizam cães farejadores, drones com tecnologia térmica e apoio de moradores da região. Os locais percorridos estão sendo georreferenciados, e mais de 20 quilômetros já foram percorridos pelas equipes.
Durante as buscas, peças de roupa que podem pertencer à bebê foram encontradas na mata e estão sendo analisadas. Até o momento, a criança não foi localizada.
Questionado sobre a possibilidade de morte da menina, o secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel José Américo Gaia, confirmou que a hipótese está sendo considerada pelas forças de segurança.
“É uma criança de 9 meses numa floresta. Bem complicada essa situação”, afirmou.
As autoridades também informaram que nenhuma linha de investigação foi descartada, incluindo a possibilidade de abuso. No entanto, até o momento, não há elementos que confirmem qualquer uma das hipóteses investigadas.
A Polícia Civil informou ainda que o pai da criança não é investigado neste momento e que não há indícios de sua participação no desaparecimento.
As buscas seguem concentradas na região do Ramal Pedro Machado, onde a bebê desapareceu, enquanto a polícia tenta esclarecer o que aconteceu com a criança.





