A Polícia Civil prendeu o policial militar da reserva Irimar Castilho, de 55 anos, suspeito de participação no assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. O militar é namorado de Eliane Alves dos Santos, patroa da vítima, que já está presa por envolvimento no caso. A Justiça também decretou a prisão preventiva de Magno dos Santos Neri Barbosa, conhecido como Ney, sobrinho de Eliane, que segue foragido.
Irimar foi preso nesta segunda-feira (3) em uma residência na Praia do Estaleiro, em Ubatumirim, região de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
Berenice desapareceu no dia 30 de junho após aceitar uma carona oferecida pela patroa. Segundo as investigações, a cozinheira havia sido dispensada do restaurante onde trabalhava e aguardava o pagamento dos valores referentes à rescisão contratual antes de retornar para Igaratá, cidade onde morava.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil indicam que a vítima ainda estava dentro da caminhonete da patroa durante parte do trajeto realizado no dia do desaparecimento. O corpo de Berenice foi encontrado em 17 de julho em um desfiladeiro na Estrada de Lídice, no estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o envolvimento do policial aposentado não se limita à ocultação do cadáver. Os investigadores trabalham com a hipótese de participação direta no homicídio. A principal linha de apuração indica que o crime pode ter sido motivado por um desacordo relacionado ao pagamento da rescisão trabalhista da vítima.
A polícia também suspeita que outras pessoas tenham participado da ação. O sobrinho da patroa, apontado como envolvido diretamente no crime, não foi localizado e é considerado foragido.
O depoimento do policial preso começou nesta terça-feira (4) e deve auxiliar os investigadores a esclarecer a dinâmica do homicídio, a participação de cada suspeito e as circunstâncias que levaram à morte da cozinheira.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo.





