Peruanos cruzam a fronteira com o Acre em busca de combustível; Governo acreano se posiciona

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Redação Juruá Online

Na manhã desta sexta-feira, peruanos residentes na cidade de Iñapari- PE, que faz fronteira com a cidade de Assis Brasil- AC, vieram ao município atrás de combustíveis.

O fato aconteceu devido a crise que se instaurou no país vizinho e fez com que faltasse os produtos que são de suma importância para a população.

De acordo com o prefeito do município acreano Jerry Lima, o município ficou desabastecido, já que conta apenas com um posto de abastecimento, mas, horas depois o problema foi solucionado.

Ainda segundo o prefeito, medidas estão sendo tomadas para que a fronteira entre os países não fique desassistida, pois, devido a intensa crise política que está acontecendo do lado peruano, muitos moradores vêm ao Acre para comprar mantimentos.

Assim como o prefeito e vereadores de Assis Brasil, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), está acompanhando a movimentação e se posicionou.

Acompanhe a nota na íntegra:

O Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Publica (Sejusp), acompanha de perto a situação da população peruana em busca de combustível no Brasil, diante da crise política que vive o país.

Diante disso, já manteve reunião com todas as instituições públicas estaduais e federais na região para traçar medidas que assegurem a segurança dos moradores de Assis Brasil e da cidade peruana de Iñapary, esta última afetada diretamente pelo desabastecimento de itens de primeira necessidade, com os bloqueios de manifestantes.

Nesta segunda-feira, 23, a Sejusp iniciou tratativas com a prefeitura de Assis Brasil, com a Agência Nacional do Petróleo, Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal, entre outros órgãos, para que estratégias sejam adotadas no sentido de preservar a integridade física do povo peruano e da nossa população de Assis Brasil, sobretudo, quanto ao transporte de combustível para o lado peruano.

Por fim, a Sejusp entende que a questão requer senso humanitário, cooperação e reciprocidade com os vizinhos irmãos, adotando medidas em que prevaleçam a ordem e a segurança de todos na fronteira.

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