Pedro Longo defende ligações terrestres para municípios isolados do Acre

O candidato a deputado federal Pedro Longo defendeu a criação de ligações terrestres para municípios isolados do Acre e afirmou que a população não pode continuar enfrentando dificuldades de abastecimento, transporte e acesso a serviços essenciais devido à falta de infraestrutura.

Durante entrevista ao Juruá Notícias, Longo destacou que municípios como Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus e Jordão enfrentam problemas históricos de mobilidade. A situação se torna ainda mais complicada durante o período de estiagem, quando a redução do nível dos rios prejudica a navegação e torna o transporte de mercadorias mais lento e caro.

Segundo o parlamentar, é necessário ampliar o debate sobre alternativas que garantam acesso permanente às comunidades mais distantes do estado.

“Não se justifica que nenhum município do Acre fique isolado por via terrestre. Eu sou a favor da ligação entre Cruzeiro do Sul e Porto Walter, da ligação com Marechal Thaumaturgo, da ligação de Santa Rosa e também da ligação do Jordão.”

Alternativas para conciliar infraestrutura e preservação

Ao abordar os entraves ambientais relacionados à construção de estradas na região, Longo afirmou que é possível buscar alternativas que permitam ampliar a infraestrutura sem comprometer áreas protegidas.

“Há perfeitamente a possibilidade de se traçarem rotas que não afetem áreas e reservas indígenas. Há alternativas para que isso ocorra.”

O candidato também chamou atenção para os impactos econômicos provocados pelo isolamento dos municípios, especialmente com o aumento dos custos de transporte e abastecimento.

“Nós temos cidades que o preço da gasolina agora, nesse período, chega a R$ 15, R$ 16. Para transportar um doente, é uma dificuldade muito grande.”

Isolamento afeta comunidades indígenas

Durante a entrevista, Longo afirmou que os problemas de abastecimento e mobilidade também atingem as comunidades indígenas localizadas nas áreas mais isoladas.

“Até onde eu sei, as próprias comunidades indígenas, as lideranças também são a favor, porque elas estão vivendo essa mesma dificuldade no abastecimento.”

O parlamentar relatou situações observadas durante períodos de seca dos rios, quando a redução do nível da água dificulta até mesmo o transporte de produtos básicos.

“Eu acho que você já observou essas cenas, as pessoas puxando botijão de gás na mão no rio, no que sobrou ali do rio nesse período da estiagem, para poder ter o gás para produzir, para esquentar, para ter um alimento lá na casa. Então, é desumano isso que ocorre.”

Prioridade deve ser a população, afirma candidato

Para Pedro Longo, a busca por soluções para os municípios isolados precisa considerar as necessidades das pessoas que vivem no interior do Acre.

O candidato defendeu que órgãos públicos e instituições de controle também considerem o impacto humano provocado pelo isolamento e pelas dificuldades de acesso.

“Eu acho que há momentos em que o Ministério Público Federal, os órgãos de controle, têm que priorizar o ser humano. Eu acho que a prioridade é a vida humana.”

Ao final, Longo afirmou que a atuação política é fundamental para viabilizar projetos de infraestrutura considerados estratégicos para o desenvolvimento do estado e para melhorar as condições de vida da população.

“Quem é que pode fazer isso? Quem é que pode mudar a legislação? Quem é que pode abrir portas no ministério para explicar essa necessidade das pessoas? São os políticos, são os deputados federais.”
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