A atuação da Defensoria Pública do Acre (DPE/AC) garantiu a continuidade do tratamento do paratleta Thomas Rodrigues Silva, morador de Tarauacá. Em abril de 2026, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a decisão que determina o fornecimento de medicamentos, sondas e outros insumos de uso contínuo, permitindo que ele retomasse os estudos, os treinos e as competições.
Thomas sofreu uma lesão cervical em setembro de 2020, após mergulhar em águas rasas em Tarauacá. Nos primeiros meses após o acidente, dependia de familiares para realizar atividades básicas do dia a dia, como se alimentar, tomar banho e se locomover.
Quatro meses depois, foi encaminhado para tratamento no Hospital Sarah, em Brasília, onde recebeu acompanhamento especializado e a prescrição de medicamentos e materiais necessários para controlar as consequências da lesão.
De volta ao Acre, a família enfrentou dificuldades para obter os itens pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Thomas, apenas um dos quatro medicamentos prescritos era fornecido regularmente, obrigando os familiares a arcar com parte dos custos ou buscar doações.
Diante da situação, a Defensoria Pública ingressou com uma ação judicial em 2021. Os documentos médicos apresentados apontaram a necessidade do uso contínuo dos medicamentos e insumos para evitar complicações de saúde.
Em fevereiro de 2025, a Justiça determinou que o Estado fornecesse gratuitamente os materiais necessários. O governo recorreu da decisão, mas a Segunda Câmara Cível do TJAC manteve a obrigação por unanimidade.
Entre os itens garantidos está uma sonda descartável que permite a Thomas realizar o procedimento de forma independente, reduzindo sua dependência de terceiros e ampliando sua autonomia.
Com a continuidade do tratamento, ele concluiu o ensino superior em 2026 e voltou a representar o Acre e o Brasil em competições internacionais. Em 2025, conquistou uma medalha de bronze em Bangkok, na Tailândia, e duas medalhas de prata em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Apesar de ainda relatar atrasos pontuais na entrega de alguns materiais, Thomas afirma que a decisão judicial foi fundamental para melhorar sua qualidade de vida e permitir o retorno às atividades acadêmicas e esportivas.






