Redação Juruá Online
Na última quarta-feira, 16, o pedreiro Audenilson Barreto de Lima precisou improvisar uma carroceria com um colchão para transportar sua filha, Letícia Manuele, de 11 anos, portadora de atrofia muscular espinhal, do hospital para casa. Audenilson acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o transporte da filha após um longo período de espera no hospital, mas foi informado que todas as ambulâncias estavam em uso devido a um grave acidente na BR-307.
De acordo com Audenilson, após a troca de um dispositivo médico na filha, ele ficou no hospital das 14h até 23h30 esperando por uma ambulância. “Eles disseram que só poderiam enviar a ambulância se houvesse uma ocorrência, mas minha filha estava vulnerável, exposta a infecções pelo tempo que passamos lá. O Samu deveria servir quem está doente, como ela”, desabafou o pai.
Sem alternativa, Audenilson precisou adaptar o carro de um amigo para o transporte. “Colocamos um colchão na carroceria, e eu e minha esposa fomos segurando um equipamento caríssimo que poderia ter caído a qualquer momento. Foi um risco enorme, mas não tínhamos outra opção.”
Em entrevista, o gerente de enfermagem Giliarde de Santos esclareceu que o Samu já conhece o quadro clínico da menina e costuma realizar o transporte dela em casos de necessidade. No entanto, naquela noite, todas as viaturas estavam ocupadas. “Infelizmente, no momento do chamado, todas as nossas ambulâncias estavam empenhadas em um acidente grave na BR-307, e não havia disponibilidade para atender ao pedido do pai”, afirmou.
Ele também destacou que o transporte regular da paciente é de responsabilidade da rede municipal de saúde, que possui uma viatura para esse fim. No entanto, a ambulância municipal está quebrada, e o Samu oferece suporte quando possível. “O Samu é voltado para atendimentos de urgência e emergência, e damos suporte nesses casos quando não há outras ocorrências em andamento”, concluiu Giliarde.






