A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (FICCO/AC) realizou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Pax, uma ação coordenada das forças de segurança com o objetivo de atingir a estrutura administrativa e financeira de uma organização criminosa com atuação no estado. A ofensiva policial é resultado de investigações que identificaram a forma como o grupo articulava suas atividades ilícitas e movimentava recursos para manter o funcionamento da organização.
Durante a operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão domiciliar, autorizados pela Vara do Juiz das Garantias do Estado do Acre. As ordens judiciais foram executadas em diferentes endereços localizados nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira e Rodrigues Alves, locais apontados como pontos de apoio logístico e operacional do grupo investigado.
As apurações indicam que parte da coordenação das atividades criminosas ocorria a partir de unidades prisionais, de onde integrantes da organização repassavam orientações e determinavam ações a outros membros que atuavam fora do sistema penitenciário. Além disso, bairros de Rio Branco e Sena Madureira também teriam servido como bases para a organização de operações e circulação de recursos ligados ao esquema investigado.
Outro ponto identificado pelas investigações foi a existência de um sistema interno de arrecadação entre os integrantes da organização. O grupo utilizava mecanismos como cobranças periódicas conhecidas como “mensalidades”, além da realização de “rifas” e contribuições em forma de “caixinhas”. Essas formas de coleta de dinheiro eram organizadas por meio de grupos em aplicativos de mensagens, utilizados para coordenar as contribuições, distribuir tarefas e manter a comunicação entre os membros.
De acordo com as autoridades responsáveis pela investigação, os suspeitos envolvidos poderão responder pelo crime de integrar organização criminosa, além de outros delitos que venham a ser identificados ao longo do avanço das apurações. A Operação Pax faz parte de uma série de estratégias adotadas pelas forças de segurança para enfraquecer financeiramente grupos criminosos que atuam no Acre, buscando reduzir sua capacidade de organização e atuação no estado.






