No Acre, nº de pessoas que moram de aluguem ultrapassam 80% em 10 anos

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O cenário habitacional no Acre passou por uma transformação drástica na última década. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (17), o total de pessoas vivendo em imóveis alugados no estado saltou de 25 mil, em 2016, para 47 mil em 2025. O crescimento de 88% revela uma mudança no perfil socioeconômico da região, onde a proporção de lares alugados praticamente dobrou, passando de 7,6% para 16,3% do total de domicílios.
Essa ascensão do aluguel ocorre em um contexto de retração no volume geral de moradias. O levantamento aponta que o estado registrou uma redução de 11,6% no número total de domicílios nos últimos dez anos, caindo de 327 mil para 289 mil unidades. Apesar da queda no inventário total, o mercado de locação e as moradias cedidas — que cresceram quase 69% no período — ganharam um protagonismo inédito na dinâmica imobiliária acreana.
Paralelamente ao fenômeno do aluguel, o índice de casas próprias quitadas também apresentou evolução, subindo de 55% para 72,3% da fatia de mercado. No entanto, o acesso ao financiamento ainda caminha a passos lentos: embora o número de imóveis em processo de pagamento tenha crescido 40%, eles representam apenas 2,4% das residências do estado. Entre a consolidação da casa própria e a expansão do aluguel, os dados do IBGE desenham um Acre que, embora com menos residências físicas, vê sua população cada vez mais dependente do mercado de locação para garantir o direito à moradia.

Com informações: G1 Acre

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