A cobertura vacinal contra a dengue segue abaixo do esperado no Acre, especialmente entre crianças e adolescentes que precisam concluir o esquema de imunização. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) revelam que apenas 13,43% do público-alvo recebeu a segunda dose da vacina, considerada essencial para garantir a proteção adequada contra a doença.
A campanha é destinada a crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos. No estado, esse grupo é formado por mais de 77 mil pessoas. Até o momento, pouco mais de 23,9 mil receberam a primeira aplicação, enquanto apenas 10,3 mil retornaram para tomar a segunda dose.
Os números acendem um alerta para as autoridades de saúde, já que a baixa procura pela segunda etapa da vacinação compromete a eficácia da estratégia de prevenção adotada no estado.
Cruzeiro do Sul registra uma das menores coberturas
Entre os municípios acreanos, Cruzeiro do Sul aparece entre os que apresentam os índices mais baixos de adesão ao esquema vacinal completo. Segundo o levantamento, apenas 8,04% do público-alvo recebeu a segunda dose da vacina na cidade.
Na primeira aplicação, o município alcançou cobertura de 24,84%, percentual também considerado abaixo do ideal pelas autoridades sanitárias.
Além de Cruzeiro do Sul, os menores índices de segunda dose foram registrados em Tarauacá, com 6,53%, e Porto Acre, com 7,71%.
Municípios se destacam na vacinação
Enquanto grande parte do estado enfrenta dificuldades para ampliar a cobertura, alguns municípios apresentam resultados mais expressivos.
Acrelândia lidera o ranking estadual tanto na primeira quanto na segunda dose. O município alcançou cobertura de 65,23% na primeira aplicação e 37,19% na segunda. Jordão e Manoel Urbano também aparecem entre os melhores desempenhos no esquema vacinal completo.
Apesar desses avanços pontuais, a maioria das cidades acreanas ainda não conseguiu atingir sequer 25% de cobertura na segunda dose.
Saúde reforça importância do retorno aos postos
A avaliação da Sesacre é de que os números demonstram a necessidade de intensificar ações para ampliar a adesão da população. Entre as estratégias apontadas estão a busca ativa de crianças e adolescentes que ainda não completaram a vacinação, campanhas de conscientização e ampliação do acesso às doses disponíveis nas unidades de saúde.
Especialistas alertam que a proteção contra a dengue depende do cumprimento do esquema vacinal completo. Quando a segunda dose não é aplicada, a resposta imunológica pode ser reduzida, diminuindo os benefícios esperados da vacinação.
Com a circulação do vírus em diversas regiões do estado, as autoridades reforçam o chamado para que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal dos filhos e procurem a unidade de saúde mais próxima para completar a imunização.






