Migrantes que entraram em massa na cidade espanhola de Ceuta começaram a retornar para o Marrocos neste domingo (2), alegando falta de comida e condições precárias no enclave espanhol localizado no Norte da África. A saída ocorre dias após uma das maiores crises migratórias da região, que mobilizou autoridades da Espanha e da União Europeia.
Segundo o governo espanhol, a entrada irregular de migrantes foi interrompida durante a noite, enquanto as forças de segurança passaram a escoltar grupos até a passagem fronteiriça de El Tarajal, na divisa com o Marrocos. Paralelamente, a Espanha instalou uma barreira flutuante de aproximadamente 500 metros para reforçar o controle na fronteira marítima.
A crise teve início após dezenas de milhares de pessoas tentarem atravessar a fronteira entre Marrocos e Ceuta por terra e pelo mar. O episódio provocou uma tragédia humanitária, com dezenas de mortes registradas durante as tentativas de travessia e mais de mil pessoas necessitando de atendimento médico.
As autoridades espanholas informaram que a maioria dos migrantes já retornou ao território marroquino. Enquanto isso, líderes da União Europeia discutem medidas conjuntas para reforçar a proteção das fronteiras externas do bloco e evitar novas entradas em massa.





