Tarauacá e Rio Branco ficaram entre os dez municípios brasileiros com maior número de focos de queimadas registrados em um intervalo de 48 horas. Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base nas detecções do satélite de referência.
Entre sexta-feira (25) e sábado (26), o Acre contabilizou 101 focos de queimadas, ficando na segunda posição entre os estados brasileiros no período. O Pará liderou, com 392 ocorrências. Os registros no Acre correspondem a cerca de 10% dos 1.006 focos identificados em todo o país nesses dois dias.
No ranking dos municípios, Tarauacá apareceu na quarta posição, atrás de Altamira, Rurópolis e São Félix do Xingu, todos no Pará. Rio Branco ocupou a oitava colocação.
Apesar da concentração de focos nos últimos dias, o Acre apresenta, no acumulado do ano, o menor número para o período dos últimos sete anos. Entre 1º de janeiro e sábado (26), foram registrados 1.355 focos.
O resultado representa uma redução de 13% em relação ao mesmo período de 2025, quando o estado contabilizou 1.550 focos. Na comparação com a média histórica para o período, de 6.028 ocorrências, a queda chega a 78%.
Número é 86% menor que o registrado em 2022
A série histórica do Inpe mostra que o maior número de focos entre janeiro e setembro ocorreu em 2022, com 9.416 registros. Em 2020, foram 7.295; em 2021, 7.043; em 2023, 4.350; e em 2024, 6.515.
Com os 1.355 focos registrados até agora, o acumulado de 2026 é cerca de 86% menor que o observado em 2022.
A Amazônia concentrou 649 dos focos detectados em todo o país entre sexta e sábado, representando mais da metade das ocorrências. O Cerrado apareceu na sequência, com 201 registros.
No acumulado de 2026, o Acre ocupa a 11ª posição entre os estados brasileiros e responde por aproximadamente 2% dos 66.876 focos registrados em território nacional.
O Pará lidera o ranking estadual, com 11.216 focos, seguido por Mato Grosso, com 9.191, e Tocantins, com 7.423.
Entre os estados vizinhos, o Amazonas contabiliza 5.938 focos em 2026, alta de 82% em relação ao mesmo período de 2025. Rondônia registra 986 ocorrências, uma redução de 28% na mesma comparação.





