MP investiga ameaças, furto de barcos e suspeita de tráfico de drogas em aldeia isolada em Porto Walter

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Comunidade indígena em Porto Walter entrou na mira de investigação após denúncias de ameaças contra liderança e possível atuação de organização criminosa na região. 

O Ministério Público do Acre (MPAC) abriu investigação para apurar denúncias de ameaças, furto de embarcações e possível envolvimento com o tráfico de drogas em uma aldeia indígena localizada em uma área isolada de Porto Walter, no interior do estado. 

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que esteve na comunidade para ouvir moradores e lideranças indígenas, além de reunir informações sobre os crimes denunciados. 

Segundo o Ministério Público, os relatos indicam uma possível tentativa de avanço do crime organizado sobre comunidades indígenas, com uso de rotas fluviais da região para atividades ilícitas. Entre os crimes investigados estão ameaça, furto qualificado, tráfico de drogas e promoção de organização criminosa. 

A ação contou com apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), devido às dificuldades de acesso à comunidade. O MP informou que novas diligências devem ser realizadas em conjunto com outros órgãos, incluindo Polícia Civil, Ministério Público Federal e Funai. 

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