Um motorista flagrado transportando madeira na região de Cruzeiro do Sul, na última terça-feira (9), denunciou supostas abordagens seletivas durante ações de fiscalização ambiental. Em entrevista concedida à imprensa, ele afirmou que seu caminhão foi apreendido pelo Pelotão Ambiental enquanto outros dois veículos, com carga ainda maior, não foram parados.
Segundo o condutor, que preferiu não se identificar por temer represálias, a madeira seria utilizada para a construção de uma residência familiar. Ele relatou que buscou regularizar a situação junto ao Ibama e ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), mas foi informado da necessidade de contratar um engenheiro florestal e pagar valores elevados para emissão de documentação.

“Eu fiquei revoltado porque deixaram passar dois caminhões que vinham logo à frente com muito mais madeira. O nosso foi apreendido e encaminhado para a delegacia. A intenção era apenas construir uma casa”, afirmou o motorista.
O homem também questionou o tratamento diferenciado em relação a grandes desmatadores, alegando que pequenos produtores rurais enfrentam dificuldades para obter autorização.
Versão dos órgãos ambientais
Procurado pela reportagem, o Imac em Cruzeiro do Sul informou que a madeira apreendida não foi encaminhada ao órgão e esclareceu que não existe previsão legal para retirar madeira de um local com a finalidade de transporte para construção em outra área. A exceção ocorre apenas quando a madeira é utilizada na própria propriedade, obedecendo a critérios específicos de quantidade e tipo de material.
Já o responsável pelo Pelotão Ambiental não pôde se pronunciar, pois está de férias.






