Moradores e empresários da Avenida Copacabana, em Cruzeiro do Sul, denunciam uma série de transtornos provocados por uma obra que, segundo eles, se arrasta há mais de três semanas sem conclusão. Entre as principais reclamações estão o acúmulo de água, o mau cheiro, dificuldades de acesso às residências e estabelecimentos comerciais e possíveis riscos à saúde da população.
A assistente administrativa Ana Beatriz Oliveira do Nascimento, que trabalha em uma empresa localizada na avenida, afirma que o local apresenta água acumulada e esgoto exposto, situação que preocupa moradores devido à proliferação de mosquitos e ao risco de doenças.


Segundo ela, a obra também compromete o acesso às garagens e aos estabelecimentos comerciais da região. “Não disponibilizaram nenhum tipo de acesso para a loja nem para as pessoas que moram aqui. Estamos tendo que deixar os veículos em outros locais”, relatou.

Ana Beatriz destacou ainda que idosos e crianças residentes na área enfrentam dificuldades diárias para circular pelo trecho afetado. De acordo com a moradora, alguns idosos já passaram por situações de risco ao tentar acessar os imóveis e comércios da região.
Outro problema apontado pelos moradores foi a interrupção no abastecimento de água. Segundo os relatos, durante a execução da obra alguns canos teriam sido danificados, deixando famílias sem água por mais de uma semana.
Os comerciantes também reclamam da queda no movimento e afirmam que a dificuldade de acesso afasta clientes. Eles relatam ainda que já procuraram órgãos responsáveis e apresentaram denúncias, mas dizem não ter recebido solução para o problema.
O empresário Francisco Ledo dos Santos, conhecido como “Cancão”, afirma que o mau cheiro causado pelo esgoto tem afetado diretamente os estabelecimentos da avenida. Segundo ele, clientes reclamam constantemente da situação.


“Os clientes reclamam pelo mau cheiro e isso acaba diminuindo o movimento. Todo dia somos afetados por essa situação”, disse.
Moradores e comerciantes cobram uma solução definitiva para a obra e pedem que o trecho seja concluído antes do período mais intenso do inverno amazônico, evitando novos transtornos para quem vive e trabalha na região.





