Dezenas de famílias ainda estão sendo atingidas pelas inundações do Rio Juruá. Além dos prejuízos causados pela alagação, moradores reclamam da falta de assistência por parte do poder público municipal e estadual nesse período.
As famílias do Humaitá do Môa dizem que estão “abandonadas”, e afirmam que pediram ao Vice-Prefeito da cidade uma assistência com galões de água, mas a resposta foi negativa, alegando que os moradores não estão em abrigos. Casas seguem atingidas pela água e há muitas crianças na comunidade.
A entrada para as casas é de difícil acesso e as pessoas reclamam de não possuírem uma canoa. “Peço às autoridades que nos deem ao menos uma canoa. As crianças estão perdendo aula por falta de condução”, solicitou a dona de casa, Ducilene Reis de Almeida.
De acordo com o diarista Francisco Carlindo da Rocha, as famílias estão sendo esquecidas, pede um porto e completa: “Pedimos uma cesta básica e Auxílio Saúde”.
Até a última semana, mais de 4,5 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. O manancial chegou a marcar 13,93 metros na última quinta-feira (3), já na manhã desta quarta-feira (9), o nível está abaixo da cota de transbordo marcando 12,18 metros.
Com a cheia do ano, vários pertences foram levados pela enchente. A dona de casa, Maria Izamilde de 46 anos, diz que ainda estão tentando recuperar os móveis levados pela água. “Desde a última alagação estamos esperando a resposta por parte do governo para nos ajudar com a construção da minha casa”, lamentou.






